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Morreu Julião Sarmento. O artista plástico tinha 72 anos, morreu hoje de manhã. A notícia começou por ser avançada pela SIC e pela RTP. Entretanto, o jornal "Expresso" cita fonte familiar para dizer que Julião Sarmento morreu na Fundação Champalimaud, não resistiu a um cancro. Temos já ao telefone a ministra da Cultura para uma reação a esta perda do mundo das artes plásticas. Graça Fonseca, bom dia, obrigada por se juntar a este jornal das 10. A coleção de arte contemporânea do Estado inclui obras de Julião Sarmento. Como é que consegue, nesta altura, classificar o legado que foi deixado por Julião Sarmento?

Bom dia e obrigada. Hoje é um dia triste, estamos todos ainda um pouco em choque. O Julião foi, é, será sempre um artista com uma importância ímpar nas artes plásticas portuguesas. Alguém com uma obra extraordinária, que marcou muito Portugal dos anos 70, dos anos 80, uma altura em que Portugal precisava muito de se reinventar, de se abrir, de se modernizar. Julião Sarmento foi sempre um artista modernista, um artista moderno, sempre em diálogo com a literatura, o cinema, a música. Foi alguém muito especial, muito particular. De facto, como referes, está representado na coleção do Estado. O Julião Sarmento está representado nas maiores coleções nacionais e internacionais. E esse é também um legado muito importante do Julião Sarmento, que é a forma como projetou o país através da sua arte, através daquilo que sempre foi, que sempre criou. E deveremos sempre muito a isso a Julião Sarmento. Aquilo que nos deixa e deixará sempre, certamente marcará Portugal por muitas gerações.