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Este sismo, como dissemos já, atingiu também a Tailândia, com o governo a declarar Bangkok como área de desastre. É precisamente lá que está a Beatriz de Lancaster, é uma portuguesa que está a fazer turismo e que se junta a nós agora em direto. Beatriz, já percebemos até pelo som que ouvimos, em direto de Bangkok, que o ambiente neste momento ainda é de grande agitação.

Sim, é bastante caos. Está tudo fechado aqui. Na verdade, nós não almoçamos. São 16h, ainda não conseguimos almoçar. Estamos um bocadinho preocupados, porque, na verdade, está tudo fechado, aeroportos, transportes. O trânsito está um caos, nós não conseguimos sequer passar de um lado para o outro. Estamos em alarme. Dizem até que o governo emitiu o estado de emergência, portanto, estamos hesitantes com o que é que se vai passar agora.

E sem saber o que vai acontecer. Como é que foi sentido o sismo? Onde é que estava? E o que viu?

Vou ser muito sincera, estávamos a fazer uma massagem nessa altura e de repente começamos a sentir tudo a tremer. Ou seja, eu olho para o meu namorado, ele olha para mim, de repente começamos a ver as massagistas a levantarem-se, a dizerem: "Oh my God, are you feeling that? Vocês estão a sentir isso?" Nós dissemos que sim, de repente percebemos que, de facto, não era uma tontura, não era nada da nossa cabeça, era real, e era bem real, porque estava tudo a tremer. Caíram umas coisas até da bancada que lá tinham e, no fundo, durou bastante tempo, ou seja, deu para perceber, foi uma coisa longa. Ficamos super alarmados. Eu fiquei com o coração até a bater bastante rápido. Fomos logo pra rua e notamos que toda a gente estava a evacuar, estava a ficar mesmo um clima de muita agitação. Entretanto, fomos passando pela cidade e toda a gente da cidade está a evacuar. Ou seja, à minha volta tenho um mar de pessoas na rua, como podem ouvir ambulâncias a passar, está efetivamente um caos.

E não tem nenhuma indicação, por parte das autoridades, sobre locais seguros onde possam estar?

Não, na verdade, não, porque, vou ser muito sincera, eles não estão a conseguir dar muitas informações. Mesmo os polícias locais, as autoridades que nós vemos e com os quais tentamos contactar, muitas vezes não percebem e muitas vezes não entendem sequer o que é que se está a passar e aquilo que nos dizem é: "Wait, wait, wait, esperem, esperem, esperem". E não nos dizem se vão haver réplicas, em que sítio é que estamos seguros. Nós, neste momento, estamos debaixo de um telhado de um centro comercial bastante grande, onde estão também outras centenas de pessoas, muitas sentadas no chão, algumas num pequeno muro, mas não temos qualquer indicação das autoridades neste momento. Portanto, não sei exatamente como é que vamos sair daqui. Acredito que tenhamos de esperar bastante tempo que isto passe. E se se achar por tirar, acredito que neste momento estejamos em segurança.

Beatriz de Lancaster, obviamente que o objetivo nesta altura é poder sair de Bangkok, não sabe para já como, qual é que era o plano inicial?

Na verdade, nós vamos viajar amanhã, ou seja, o aeroporto neste momento está fechado e nós sairíamos de Bangkok amanhã pela manhã. Aqui sendo mais 07h, sairíamos amanhã pela manhã. Não sei se vai acontecer, não temos qualquer previsão. Espero que sim, espero que esteja tudo bem na altura, mas neste momento nem debaixo do telhado do centro comercial conseguimos sair, portanto, não tenho qualquer previsão. Estamos só, no fundo, hesitantes.