Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Eu vim a primeira vez com um grupo em 2006 e entendi que tinha capacidade para organizar grupos e os trazer na alegria, na paz, em segurança, preocupando-me com o bem-estar físico e também com o bem-estar espiritual. Então comecei em 2008 e a partir daí temos vindo todos os anos.

De tires?

De tires.

E são quantos dias a andar?

Cinco dias a andar.

E já tem os pontos de paragem?

Já, tudo organizado. Para dormir, para comer, para celebrar.

E traz grupos de quantas pessoas?

35, 40, 45. Não mais, porque depois não há capacidade para nós fazermos esta relação pessoal de grupo.

E sempre todos os anos?

Todos os anos.

Desde 2008, não falha um.

Todos os anos.

E quando soube que este ano não podia trazer?

Em março, nós tínhamos tudo organizado. Em março, tivemos o conhecimento de que a pandemia nos estava a assolar. Foi um misto de muita tristeza, qualquer coisa que não tem palavras para a gente poder explicar a nossa emoção, mas obedecendo à voz dos nossos chefes da Igreja Católica, que nos colocavam essa perspetiva, nós dissemos: "bom, vamos peregrinar com o coração, ao invés de peregrinarmos com os pés", como dizia o senhor D. António há pouco tempo. Nunca pensei poder estar neste lugar hoje.

Como é que chegou o convite?

O convite chegou através do senhor padre Ganhão, aqui deste santuário. Ele telefonou-me para perguntar se o convite surgisse, se eu estaria na disponibilidade de vir e eu exultei de alegria. Disse: "isso seria a maior bênção de Deus para mim, se pudesse estar".

Para representar o grupo.

Venho representar o grupo, exatamente. Sexta-feira passada tive a confirmação que de facto o convite se realizava e portanto, cá estou eu.

E os peregrinos que estavam para vir consigo no grupo, organizaram agora alguma alternativa?

Nós temos estado em contacto todos os dias, através do Facebook, através do telefone, do WhatsApp. Eles mandaram várias fotografias, eu tenho várias fotografias aqui no WhatsApp, de eles a dizerem: "Não estamos aí fisicamente, mas estamos aí espiritualmente. Irene, confiamos-te a missão de apresentar os nossos pedidos e os nossos agradecimentos à mãe."