Logo Observador
Eutanásia

Cinco bastonários da Ordem dos Médicos assinam carta contra a eutanásia

578

O actual bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e os seus antecessores, assinam esta segunda-feira uma carta na qual se manifestam contra a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia.

A eutanásia "não é mais do que tirar a vida"

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O atual bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e os seus antecessores António Gentil Martins, Carlos Soares Ribeiro, Germano Sousa e Pedro Nunes subscrevem uma declaração, divulgada esta segunda-feira, em que se manifestam contra a prática da eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia.

Esta tomada de posição conjunta surge na sequência do primeiro caso de eutanásia infantil na Bélgica e numa altura em que e o Bloco de Esquerda se prepara para levar à discussão em plenário uma petição pelo “direito a morrer com dignidade” com mais de oito mil assinaturas.

Germano de Sousa, ex-bastonário da Ordem dos Médicos entre 1999 e 2005, afirmou em comunicado:

Considerando as anunciadas tentativas de legalização da Eutanásia, os sucessivos bastonários da Ordem dos Médicos, seriamente preocupados pelas consequências éticas, deontológicas e sociais duma eventual aprovação pelo parlamento dessa forma de infligir a morte entenderam redigir a presente declaração dirigida aos médicos e a todos os portugueses, alertando-os contra tal posição, pelo que solicitam a divulgação da mesma”.

Os cinco bastonários opõem-se frontalmente à eutanásia, considerando que “não é mais do que tirar a vida”, assim como o suicídio assistido, afirmando que os médicos que o fazem negam a profissão. Contudo, os profissionais de saúde recusam igualmente a distanásia, por prolongar a vida de doentes sem possibilidade de recuperação.

O médico que as pratique nega o essencial da sua profissão, tornando-se causa da maior insegurança nos doentes e gerador de mortes inaceitáveis”, alertaram os bastonários ao Público.

A petição contra a legalização da eutanásia, “Toda a Vida tem Dignidade”, lançada pela Federação Portuguesa pela Vida, conta com cerca de 1o mil assinaturas, segundo números da organização avançados pelo DN.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Pena de Morte

150 anos depois ainda somos pela vida?

Domingos Freire de Andrade
712

Em 2017, ano em que se discute a legalização da eutanásia e se celebram os 150 anos da abolição da pena de morte e os 10 da legalização do aborto, qual é o exemplo que a nossa sociedade quer seguir?

Eutanásia

Humanidade: uma espécie em vias de extinção

Francisco Alvim
306

Aquilo que provoca o sofrimento deve ser tratado, e isso deve ser feito com todas as forças. Assistir na morte não confere dignidade a quem morre. A dignidade está em assistir o doente até morrer.

Eutanásia

Tenha cuidado, a sua passividade pode matar

Bernardo Sacadura
702

Uma sociedade que só se mobiliza pelo desporto, festivais de música ou para reivindicar melhores condições de trabalho é tão permeável à promoção de uma cultura de morte como a alemã durante o nazismo