Catalunha

Sondagem. Ciudadanos duplica deputados e tira quase metade ao Podemos após crise da Catalunha

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Em plena crise da Catalunha, uma sondagem a nível nacional prevê o crescimento dos partidos anti-independência e afunda o Podemos. Ciudadanos mais do que duplica e direita radical entra no parlamento.

Sondagem demonstra o Ciudadanos a mais do que duplicar os seus deputados, depois de o partido se ter destacado na sua oposição à independência da Catalunha

PAU BARRENA/AFP/Getty Images

Se houvesse eleições antecipadas em Espanha, os centristas liberais do Ciudadanos subiriam em flecha, passando dos atuais 32 deputados para um total de 70, tornando-se na terceira maior força política de Espanha. Esta é uma das conclusões da sondagem da SocioMétrica para o El Español, que continua a dar uma vitória do Partido Popular com 117 deputados, menos 20 do que aqueles que conseguiu nas eleições de 2016.

Além do Ciudadanos, também sobe o PSOE, que poderia ter 95 deputados — mais dez do que aqueles que detém atualmente no Congresso dos Deputados.

O maior penalizado desta sondagem é o Unidos Podemos, que junta a Esquerda Unida e o Podemos, que passaria a ter 45 deputados em vez dos atuais 71. Assim sendo, passaria a ser a quarta força política.

Bloco dos partidos unionistas sobe 30 deputados

Visto à luz da atual crise política entre Madrid e a Catalunha, fica claro que, no plano nacional, o conjunto dos partidos que mais se opuseram à realização do referendo à independência daquela região saem reforçados. Apesar da descida do PP, a soma dos deputados dos partidos ditos constitucionalistas — PP, PSOE e Ciudadanos —, por não contemplarem qualquer hipótese que possa levar à independência da Catalunha, passariam a somar agora 282 deputados, mais do 30 do que conquistaram em 2016.

O caso do Ciudadanos é particularmente relevante, uma vez que se trata de um partido unionista fundado na Catalunha e que teve, nos seus primeiros anos, expressão apenas naquela região.

O contrário pode ser dito para a coligação Unidos Podemos. Embora não tenham abordado essa questão no programa que apresentaram em 2016, nas eleições de 2015, o Podemos, que então concorreu separado da Esquerda Unida, defendia a realização de um referendo à independência da Catalunha.

Além disso, segundo a sondagem da SocioMétrica, se houvesse eleições antecipadas o Congresso dos Deputados contaria com outro partido. Trata-se do Vox, cujo líder, Santiago Abascal, é também presidente e fundador da Fundação para a Defesa da Nacão Espanhola (Denaes), responsável por várias manifestações unionistas que tiveram lugar em Madrid desde o pico da crise na Catalunha. O Vox, fundado em 2013, é um partido de direita radical, que se opõe ao estatuto autonómico das regiões e que defende a recentralização do poder legislativo espanhol num só parlamento, em Madrid.

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