A história não seria mais do que um final feliz motivado por um ato boa vontade, senão se tratasse da gata de George Osborne, ministro das Finanças britânico. Kate Jones, que trabalha numa organização que ajuda sem brigo em Londres, aproveitou a coincidência de ter resgatado a gata perdida do ministro para lhe chamar a atenção para os cortes nos apoios sociais aos que vivem nas ruas das capital, escrevendo no Twitter que “nem toda a gente tem a sorte de Freya”. O apelo tornou-se viral.

Kate Jones estava a dirigir-se para a sua casa – um barco na margem do Tamisa – quando ouviu o miar de um gato, levou-o para casa e ligou para o número que estava na coleira. Sem saber, a londrina estava a ligar para Downing Street e o gato – afinal era uma gata -, pertencia a George Osborne, número dois do governo inglês e ministro das Finanças. A boa ação valeu-lhe notoriedade depois de ter partilhado uma fotografia no Twitter com o próprio George Osborne em que tinha como legenda: “Encontrada nas ruas de Vauxhall. Nem toda a gente tem a mesma sorte de Freya. George, por favor pára de cortar nos serviços aos sem abrigo”.

A história ganhou ainda mais força quando se soube que a gata tinha sido conduzida por um carro com motorista de regresso à residência oficial de David Cameron e George Osborne. Num artigo no The Guardian, Kate diz que não imaginava que ao resgatar a gata, ia colocar os sem abrigo no centro da discussão pública. A londrina trabalha na Thames Reach, uma organização que ajuda sem abrigo a saírem das ruas e arranjarem casa e trabalho, escreveu que já ajudou muitas pessoas, mas este foi o primeiro gato. De Freya, diz que é “uma gata bonita e carinhosa” e que tal como os sem abrigo que ajuda diariamente “só precisava de alguma ajuda para chegar a casa”.

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Ao ter twittado a imagem da gata com aquela mensagem, Kate não esperava ser arrastada para o meio de uma “tempestade” mediática, mas fica “contente” de ter chamado a atenção para a causa dos sem abrigo. “Toda a gente que trabalha com sem abrigo está constantemente preocupada com os cortes, especialmente numa altura em há mais procura pelo nossos serviços. […] Apesar de conseguirmos ajudar algumas pessoas imediatamente, outras recusam ajuda ou não há como ajudá-las. Ficamos com a sensação que podíamos ter feito mais por estas pessoas” escreve.