Entre as 20 candidaturas, de 13 países, que estão a ser avaliadas pelo júri contam-se ainda a do ex-Presidente chileno Ricardo Lagos e a das Forças Armadas de Espanha, que este ano cumprem 25 anos de participações em missões de paz. Segundo informou hoje a Fundação Príncipe das Astúrias, em comunicado, há, além de Portugal, candidaturas ao prémio da Cooperação provenientes da Alemanha, Bangladesh, Brasil, Chile, Estados Unidos da América, Espanha, Holanda, Irlanda, Malásia, Noruega, Panamá e Reino Unido.

Nas últimas semanas, já foram atribuídos ao arquiteto Frank Gehry o prémio das Artes, ao historiador hispanista Joseph Pérez o prémio das Ciências Sociais e ao desenhador gráfico argentino Quino, criador da personagem Mafalda, o galardão de Comunicação e Humanidades. O químico espanhol Avelino Corma e os norte-americanos Mark E. Davis e Galen D. Stucky foram galardoados com o Prémio de Investigação Científica e Técnica e, esta semana, o escritor irlandês John Banville recebeu o prémio das Letras.

Nos últimos anos, o Prémio de Cooperação Internacional foi outorgado à sociedade Max Planck, à Cruz Vermelha, ao filantropo norte-americano Bill Drayton, à OMS e à Organização Nacional de Transplantes.

Os prémios Príncipe das Astúrias reconhecem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário realizado por pessoas, instituições, grupos de pessoas ou de instituições”.

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O prémio para a Cooperação Internacional é atribuído ao trabalho em setores como “saúde pública, educação, proteção ambiental e desenvolvimento social e económico, entre outros, constituía um contributo relevante a nível internacional”. Os vencedores recebem uma escultura de Joan Miró, 50 mil euros, um diploma e uma medalha.

A Universidade de Coimbra recebeu em 1985, o prémio na área de Cooperação Internacional. Entre os portugueses distinguidos com os Prémios Príncipe das Astúrias contam-se, em 1995, Mário Soares, com o prémio de Cooperação Internacional, e o historiador Joaquim Veríssimo Serrão, com o prémio de Ciências Sociais, tendo em 2005 sido distinguidos o cientista António Damásio, com o prémio para a Investigação Científica e Técnica e o Instituto Camões, com o prémio de Comunicação e Humanidades.