Roma

Papa pede transformação social pelos pobres e idosos

O papa Francisco assinalou hoje que a "Europa está cansada" porque "renegou a suas raízes".

O pontífice argentino criticou que a Europa "se esqueça" das crianças e dos mais velhos

MASSIMO PERCOSSI/EPA

O papa Francisco assinalou neste domingo que a “Europa está cansada” porque “renegou a suas raízes” e pediu uma transformação social que parta “dos pobres e dos idosos”, verdadeira “pedra angular da sociedade”. O chefe da Igreja Católica falava na igreja de Santa Maria de Trastevere, num bairro romano, que acolheu esta tarde uma ação em prol dos mais desfavorecidos e vulneráveis da sociedade.

“Algumas vezes me perguntam por que não falo da Europa. Eu respondo sempre a brincar: ‘Quando falei da Ásia?’. Mas esta tarde quero falar”, disse, entre risadas. O pontífice argentino criticou que, para manter o equilíbrio da economia mundial, a Europa “se esqueça” das crianças e dos mais velhos. “A Europa não está envelhecida, está cansada. Não sabe o que fazer e esqueceu a palavra ‘solidariedade’. (…) Já não há crianças nestes países europeus. Além disso, também se descartam os idosos com uma forma de eutanásia oculta: quem não produz, não tem valor”, lamentou.

O papa visitou o pitoresco bairro de Trastevere, a convite da comunidade católica e caridosa de Sant’Egídio, com o objetivo de celebrar uma oração pelos pobres. Francisco chegou à basílica atravessando a pé as praças de San Calixto e de Santa Maria, misturando-se com os cerca de dez mil congregados que o receberam, segundo os organizadores. Durante a sua passagem pelas praças, o papa falou com alguns dos congregados, entre eles numerosos sem-abrigo, imigrantes e incapacitados.

Já no interior da igreja, o papa ouviu, visivelmente emocionado, os testemunhos de oito pessoas representantes de diferentes realidades sociais que narraram as suas experiências. Falaram o fundador da Comunidade de Sant’Egídio, Andrea Riccardi, um arcebispo sírio ortodoxo que pediu o fim da guerra civil no seu país, uma idosa italiana, uma criança de um bairro da periferia de Roma, um desempregado de 28 anos com três filhos, uma mulher com deficiência, um jovem afegão que chegou a Itália após uma perigosa viagem para fugir à guerra, um homem de 30 anos, filho de imigrantes romenos e um membro da Comunidade, que recordou um jovem de 21 anos integrante desta organização assassinado na capital de El Salvador.

O papa realizou uma oferenda floral perante a Virgem da Clemência, a representação mais antiga de Maria que existe na capital italiana. Após cerca de duas horas de cerimónia, o líder máximo da Igreja Católica dirigiu-se à sede da comunidade, onde conversou com membros desta organização e com alguns dos sem-abrigo ou imigrantes que são apoiados por ela.

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