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Ok, é segunda-feira e a agenda cultural não é muito animadora. Mas não é razão para deprimir com os efeitos pós-jogo. Há algumas ideias que merece a pena considerar, para não passar a noite a lembrar o final da tarde.

1. Começando pelo cinema. Se morar em Lisboa pode dar um salto à Cinemateca para ver “O Cerco”, de António-Cunha Teles, um filme de 1970 que tem como protagonista uma inesquecível Maria Cabral. Sempre dá para lavar os olhos. E se não morar em Lisboa, tem a alternativa do youtube.

Se não, qualquer dia é dia para ver um filme com Scarlet Johansson. “Debaixo da Pele”, um filme futurista que tem provocado reacções antagónicas nos cinéfilos e críticos, ainda está em exibição nos cinemas portugueses. Desfrute das pipocas e relaxe, ainda faltam dois jogos. Outra sugestão, que dá para outras salas do país: depois da comédia “Ted”, Seth Macfarllen, criador da série “Family Guy”, regressa às salas de cinema com “Mil e Uma Maneiras de Bater as Botas”, acompanhado pela atriz Charlize Theron. Dá para rir, muito.

Em Évora e Coimbra há alternativa: chama-se “A Imagem que falta” e conta a história de uma fotografia perdida no Camboja dos Khmers Vermelhos.

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2. Vamos ao teatro? “Amor com Amor se Paga” é a proposta da Companhia Teatral do Chiado, uma homenagem a Mário Viegas. Começa com três contos de Anton Tchéckov, passa por uma frase de Henrik Ibsen. E promete sentido de humor. Caso prefira – e ainda não tenha visto, 15 anos depois da estreia – continua no Tivoli as “Obras Completas de William Shakespere em 97′”. Se estiver no Porto, pode tentar “O Despertar da Primavera”, no Teatro Universitário do Porto, peça de Frank Wedekind e encenação de Nuno Matos. Ou “O Regresso a Casa”, de Harold Pinter, encenação de Jorge Silva Melo.

3. E que tal um pouco de música? Hoje o Conservatório Nacional está em festa e levou todos os instrumentos para o cinema São Jorge. A entrada é quase gratuita: só tem de fazer um donativo para usar em reparações do edifício da instituição no Bairro Alto. Noutra onda, há música também no RCA Club, juntando três bandas até às tantas. Se a ideia for só descontrair um bocadinho, passe pela estação de Metro de São Sebastião: está lá um piano para tocar à vontade.

4. Na televisão, sobretudo no cabo, há filmes e séries em barda, para evitar aqueles longos resumos e sequências de reações ao jogo – que manifestamente são um desperdício de tempo e de esforço. Começando pelo Discovery, que nos dá o “Dia do Juízo Final”, uma série com três episódios sobre o início da Primeira Guerra Mundial.

Ainda falando em séries, para os fãs, passam vários episódios seguidos de “Uma família muito moderna” e de “Downtown Abbey” na Fox Life. Vamos a filmes? No Hollywood passa um chamado “Medidas Extremas” (os títulos, juramos, não são brincadeira), com Hugh Grant e Gene Hackman, um policial com contornos científicos. E o FoxMovies recupera uma vez mais “O Cabo do Medo”, um clássico das noites com pouco para fazer.

5. Por fim, ainda há, claro, o Game of Thrones. O último episódio da quarta série passou esta madrugada na televisão nos Estados Unidos e do Reino Unido e as recensões críticas parecem ser entusiásticas – e dizemos parecem, porque nos ficámos pelos títulos, já que não queremos estragar o espectáculo. Na televisão portuguesa, no canal Syfy, o último episódio só passa amanhã, mas pode ser que algum amigo tenha trazido uma cópia de Inglaterra…