A próxima cimeira do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no Brasil, pretende lançar oficialmente um novo banco de desenvolvimento, nos mesmos moldes do Banco Mundial, para financiar projetos em países em desenvolvimento. “O Banco do BRICS é um espelho do Banco Mundial, que às vezes pode não ter reservas suficientes ou não dar a necessária prioridade ou urgências que confere a outros projetos, e então o banco BRICS oferecerá uma posição alternativa”, avançou o embaixador brasileiro José Alfredo Graça Lima.

O novo banco será constituído por um capital total de 50 mil milhões de dólares (36,7 mil milhões de euros), destinados a financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável aos membros do grupo BRICS ou a outros países em desenvolvimento. Cada um dos cinco membros contribuirá com dez mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) para o fundo, garantido igualdade de peso nas tomadas de decisões.

“O acordo constitutivo do banco já está praticamente sacramentado, o que está pendente ainda é onde será sua sede, sendo que já foi amplamente divulgado que Xangai é uma das opções que estariam um pouco mais à frente das demais”,revelou Graça Lima. Ainda segundo o embaixador brasileiro, na reunião de ministros, no dia 14 de julho, que precede a cimeira de chefes de Estados, outros “detalhes” políticos ainda pendentes deverão ser fechados, entre eles a quem caberá a primeira e segunda presidência (rotativa) da nova entidade, bem como a composição do conselho de administração.

“Não antecipo nenhuma dificuldade que não possa ser superada. Tanto o banco quanto o acordo já têm textos quase que perfeitamente acabados, e a criação das duas instituições são resultados plenamente esperados para Fortaleza”, concluiu. A próxima cimeira do grupo BRICS ocorrerá entre 15 e 16 de julho, respectivamente em Fortaleza, capital do estado do Ceará, no nordeste do Brasil, e na capital, Brasília.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da Índia, Jacob Zuma, deverão chegar ao Brasil a tempo de assistir à final do Mundial de futebol, que se disputa domingo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Tanto o presidente chinês, Xi Jinping, como o indiano, Narendra Modi, deverão chegar diretamente para a cimeira.