Américo Amorim tem investimentos em papel comercial, instrumento de dívida de curto prazo, do Grupo Espírito Santo (GES), avançou a edição desta terça-feira do Expresso Diário. O presidente da Corticeira Amorim investiu dinheiro da sua holding pessoal, que inclui a Corticeira, mas o Expresso não confirma quanto.

A informação foi confirmada por fonte próxima do empresário, que adiantou que a exposição financeira do empresário ao GES tem vindo a ser reduzida. A PT lidera o topo da lista de investidores e clientes institucionais, que não sabem se vão ser pagos, segundo o mesmo jornal.

O investimento em papel comercial do homem mais rico de Portugal, segundo a revista Exame, “faz com que o eventual “buraco” do investimento de Amorim não afete nenhuma das empresas que controla ou onde tem participações relevantes, nomeadamente a Corticeira Amorim, Galp Energia, Banco BIC ou Banco Popular”.

Desde que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) obrigou o BES a retirar 1,8 mil milhões de euros do fundo Espírito Santo Liquidez, que o papel comercial tem sido a principal fonte de financiamento do GES.