Ucrânia

Primeiro-ministro ucraniano demite-se

Arseniy Yatsenyuk, primeiro-ministro da Ucrânia, anunciou esta quinta-feira a sua demissão do cargo, em protesto contra o desmembramento da coligação parlamentar que governava o país desde fevereiro.

Arseniy Yatsenyuk fora eleito primeiro-ministro a 27 de fevereiro. Permanecerá no cargo por mais 60 dias, até à realização de eleições legislativas antecipadas

Sean Gallup/Getty Images

Arseniy Yatsenyuk demitiu-se esta quinta-feira como primeiro-ministro da Ucrânia, cargo para o qual fora eleito a 27 de fevereiro, após a revolução que depôs Victor Yanukovich, ex-presidente do país. Yatsenyuk justificou a decisão com “o colapso da coligação” parlamentar, além do “bloqueio de iniciativas do governo”, de acordo com o noticiado pela CNN.

O dirigente comunicou a decisão enquanto discursava no Rada, parlamento ucraniano, dizendo que “o primeiro-ministro e o governo devem demitir-se” face à queda da coligação. Na manhã desta quinta-feira, dois partidos que permitiram a Yatsenyuk formar uma maioria parlamentar — o Udar, liderado por Vitali Klitschko, ex-pugilista que se chegou a candidatar à presidência do país, e o Svoboda, partido nacionalista –, anunciaram a sua retirada da coligação.

Com isto, explicou o New York Times, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, poderia dissolver o governo e convocar eleições antecipadas. Agora, caberá a estes dois partidos apontarem um nome para assumir provisoriamente o cargo de primeiro-ministro, algo que já foi confirmado por Oleksandr Turchinov, presidente do parlamento ucraniano.

Outro dos motivos a pesar na decisão terá sido a rejeição do parlamento em aprovar leis e reformas no setor da energia, em detrimento do aumento do orçamento para financiar o exército ucraniano — que, no Leste do país, combate há semanas contra grupos rebeldes separatistas pró-russos.

Se, no prazo de 30 dias, não houver acordo para estabelecer uma nova coligação governativa, a constituição da Ucrânia dita que o presidente do país poderá, nesse caso, dissolver o parlamento, explicou a Unian, agência de notícias ucraniana. A demissão de um chefe de governo, aliás, tem de ser aprovada pelo parlamento. E, até ao momento, não é claro se o Rada aceitou, ou não, a decisão do primeiro-ministro.

Arseniy Yatsenyuk, citado pela Unian, disse, perante o parlamento do país, que se recusou a aceitar uma das hipóteses que tinha pela frente. “Como temos uma república parlamentar-presidencial, havia uma opção: se a coligação ruiu, o primeiro-ministro inicia o processo para formar uma nova. O que significa isto? Que o primeiro-ministro deve aceitar uma coligação com comunistas e regionalistas. Algo que não farei em nenhuma circunstância”, assegurou.

O Kyiv Post, diário ucraniano em língua inglesa, contudo, avançou que Petro Poroshenko, presidente do país, já terá agendado para 27 de setembro a realização de eleições legislativas antecipadas.

A decisão de Arseniy Yatsenyuk surgiu oito dias após um avião da Malaysia Airlines, que transportava 298 pessoas, se despenhar no Leste do país, perto da fronteira com a Rússia, depois de ser atingido por um míssil terra-ar, alegadamente disparado por grupos rebeldes separatistas pró-russos.

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