O secretário-geral do PS acusou  esta quinta feira o primeiro-ministro de nunca cumprir as metas do défice e de não conhecer outra forma de consolidar as contas públicas sem ser à custa de cortes nos salários e pensões.

“Infelizmente para os portugueses, o primeiro-ministro, todos os anos, não cumpre as metas que estão definidas para o défice e arranja sempre razões para aumentar impostos, para fazer cortes nas pensões ou para fazer cortes nos salários. Para o primeiro-ministro só há uma forma de consolidar as contas públicas: é retirar recursos aos portugueses, à nossa economia, empobrecer o país. Nós temos aumentado a nossa dívida pública, fruto dessa estratégia orçamental errada, criticou António José Seguro.

O líder do PS falava aos jornalistas durante uma visita ao Festival Músicas do Mundo, a decorrer até ao próximo sábado na cidade de Sines, durante a qual também sublinhou a importância do maior porto português de águas profundas para o desenvolvimento económico de Portugal.

Confrontado com as declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, relativamente ao aumento do défice, segundo as quais sem a entrada em vigor das “soluções já anunciadas” poderiam estar em causa as metas orçamentais, o líder socialista reafirmou a convicção de que “o país precisa de uma nova política, não de empobrecimento, mas de crescimento económico”.

“Nós precisamos de ter uma outra prioridade, diferente da pobreza: o crescimento económico. É por isso que eu defendo que a indústria deve ser o novo motor da nossa economia, associado a setores tradicionais, como o calçado ou os têxteis, a agricultura e a nova revolução que está em marcha na área industrial, que é a áera digital”, disse, reafirmando a ideia de que será impossível consolidar as contas públicas com a economia a crescer muito pouco e só de vez em quando.

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