Pedro Sánchez é o novo líder do PSOE e quer um partido virado para a esquerda e por isso, neste fim de semana, no congresso que o consagrou como novo líder dos socialistas espanhóis, começou por prometer que o PSOE vai ser “a esquerda para mudar a Espanha” para terminar o conclave prometendo duas alterações: às leis do trabalho e do aborto.

No discurso de encerramento, apresentou as linhas gerais que quer traçar para promover uma alternativa ao Governo do PP e assim promover uma “transição económica” em Espanha, em defesa da classe média, que considerou “afundada” pelo executivo de Mariano Rajoy.

No discurso que durou cerca de cinquenta minutos no encerramento do congresso extraordinário do partido, que o validou como novo líder, Sánchez insistiu que a reforma laboral é a primeira prioridade de um próximo Governo socialista e que por isso ira reverter as alterações feitas por Rajoy.

O mesmo é válido para a reforma da interrupção voluntária da gravidez, que caso seja aprovada como pretende o Governo representa um retrocesso em relação ao panorama atual. Ou seja caso seja aprovada, o PSOE compromete-se a revogá-la.

Com a nova lei, só será permitido o aborto em caso de violação até às 12 semanas e até às 22 se existir um grave risco para a saúde física ou psíquica da mãe, que terá que ser acreditado por um relatório de dois médicos.

A lei apenas permitirá o aborto em caso de má formação do feto se for demonstrado perigo de vida.

Sánchez propôs ainda limitar a duas legislaturas o mandato na presidência do Governo, reordenar o financiamento dos partidos e reformar a lei eleitoral.