Logo após a noite eleitoral de 25 de maio, vários líderes europeus (alguns vitoriosos, alguns derrotados) ressalvaram um dos resultados mais positivos destas eleições: pela primeira vez desde que se realizam europeias, a participação eleitoral tinha subido. Dois meses depois, o Parlamento Europeu reviu os números e afinal a participação foi a mais baixa de sempre.

Apenas 42,54% dos europeus foi votar nestas eleições para o Parlamento Europeu, e assim, estas foram as eleições com menos participação desde que se realizam europeias. Os números, que logo após a noite eleitoral mostravam que a participação tinha sido de 43,09% foram revistos e, depois de todos os dados recolhidos, chegou-se à conclusão que afinal tinha sido mais baixa e assim mais baixa do que em 2009, como se pode ver no gráfico.

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Guy Verhofstadt, ex-primeiro-ministro belga e eurodeputado, era o candidato dos liberais a presidente da Comissão e apesar de a sua família europeia ter perdido as eleições disse após serem conhecidos os resultados “que finalmente se tinha invertido a espiral da participação em queda” e que este mandato do Parlamento Europeu seria “mais representativo por causa disso”.

No entanto, esses números eram apenas provisórios. O Parlamento Europeu tem vindo a reunir os números finais da participação nos 28 Estados-membros e chegou ao número oficial de participação dos quase 500 milhões de europeus: 42,54%. Em Portugal, a participação foi de 33,76%, mesmo assim, muito abaixo da média europeia.