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Ao segundo dia das 72 horas de cessar fogo na Faixa de Gaza, a guerra continua. É uma batalha silenciosa, mas causa estragos. A Arbor News, empresa de segurança que monitoriza os ataques cibernéticos, avaliou o comportamento dos movimentos ativistas de Israel e do Hammas que travam uma guerra digital, silenciosa, mas com consequências no terreno. Os alvos mais comuns destes ataques são os servidores de organizações governamentais.

Uma dos ciberataques mais comuns e eficazes é conhecido pela sigla DDoS (Distributed Denial of Service — Ataque de Negação de Serviço), e geralmente consiste em utilizar máquinas infetadas (computadores pessoais) com programas maliciosos ativados para direcionar tráfego de forma repetitiva para um determinado servidor. A sobrecarga no acesso a essa máquina faz com que ela se desligue, ficando impedido o acesso aos websites nele alojados.

A empresa Arbor News relata ter identificado uma correlação direta entre a guerra no terreno e o aumento dos ataques dirigidos a Israel. Nos últimos dois meses, estas ofensivas aumentaram 500% e assumem maior expressão nos momentos de cessar-fogo. Neste gráfico, a Arbor News apresenta o número de ataques lançados por dia contra Israel:

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Ataques cibernéticos dirigidos a Israel. Fonte: Arbor Networks

São várias as organizações ativistas que disparam ataques contra Israel. O grupo Anonymous manifestou através do Twitter a intenção de atacar mais de 400 departamentos governamentais israelitas. Os progressos deste ataque podem ser seguidos através da conta AnonymousGlobo. O “exército” cibernauta Sírio também participa ativamente neste confronto: o “Syrian Electronic Army”, leal ao presidente Bashar Al-Assad, violou a conta de Twitter do porta-voz do exército israelita e lançou a notícia (rumor) de um derrame nuclear em Israel após bombardeamento:

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A guerra cibernética é global, a organização entre grupos é complexa e as consequências são reais. As armas estão em repouso no terreno, mas do outro lado da barricada virtual os ativistas israelitas afirmam ter na sua posse 45 mil nomes de utilizador e palavras passe de contas dos funcionários do ministério da saúde do governo de Gaza.