Advogados, políticos, comerciais, polícias e recepcionistas estão entre as pessoas que são vistas como maus pais porque a sua vida profissional é percepcionada como sendo agressiva, fraca ou impessoal, de acordo com um estudo que visou perceber de que forma a ocupação pode ter impacto na forma como se lida com os filhos.

A investigação foi realizada pela Universidade do Iowa, nos Estados Unidos, e as conclusões foram apresentadas no passado fim de semana durante o encontro anual da associação americana de sociologia. Mark Walker, autor do trabalho, afirmou, segundo o Quartz, que o seu objetivo foi o de “avaliar até que ponto a discrepância entre o significado cultural da ocupação de uma pessoa e a identidade paternal poderia produzir impacto sobre o bem estar psicológico dos pais”.

Walker cruzou a informação obtida através dos inquéritos que realizou, incluindo dados sobre conflitos entre o trabalho e a vida familiar, e descobriu que as pessoas são, em geral, céticas em relação às capacidades dos pais cujas profissões não vão ao encontro do género de trabalhos que são vistos pela sociedade como inspiradores da maternidade e da paternidade. Professores, médicos ou enfermeiros são ocupações bem vistas, enquanto polícias e políticos merecem avaliação negativa, devido a níveis de stress mais elevados.