Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira o fim das operações de neutralização dos elementos entregues pelo regime sírio que entram na composição de gás sarin e mostarda, mas avisaram que se manterão atentos ao comportamento de Damasco.

Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou a destruição no mar de todos os elementos que entram na composição de armas químicas, fornecidas pela Síria. Mas, advertiu Obama, os Estados Unidos “assegurar-se-ão de que a Síria levará avante o seu compromisso de destruir o resto das suas instalações, destinadas a produzir armas químicas”.

“As armas químicas mais mortíferas detidas pelo regime sírio foram destruídas”, sublinhou o presidente Barack Obama num comunicado.

Aqueles elementos, que permitem fabricar gás sarin e gás mostarda, duas armas químicas extremamente tóxicas, foram neutralizadas a bordo do Cape Ray, um navio norte-americano que cruza o Mediterrâneo, em águas internacionais. A operação é supervisionada pela Organização para a Interdição de Armas Químicas (OIAC).

Durante uma conversa telefónica com o comandante do navio, o secretário norte-americano da Defesa Chuck Hagel saudou-o pela sua “contribuição para a segurança do planeta”. Mas, advertiu Obama, os Estados Unidos “irão garantir que a Síria vai levar para a frente o seu compromisso de destruir o resto das instalações destinadas a produzir armas químicas”.

Mostrou-se ainda preocupado com as “discrepâncias e omissões nas declarações feitas pela Síria à OIAC e as informações segundo as quais as armas químicas são utilizadas todos os dias pelo regime sírio, que enfrenta uma rebelião armada há perto de três anos e meio.

“Os Estados Unidos vão continuar a fornecer uma ajuda política e financeira para a oposição moderada” a Bashar al-Assad, acrescentou o secretário de Estado John Kerry em comunicado.

As últimas armas químicas que Damasco admitia ter em sua posse saíram da Síria no fim de junho com dois meses de atraso no âmbito do programa apoiado pela comunidade internacional. Os produtos químicos mais perigosos foram levados para o Cabo Ray e a destruição por hidrólise começou no início de julho.