No dia em que estava a ser atacado no Parlamento sobre as suspeitas no Caso Tecnoforma, Passos Coelho, a um ano de eleições legislativas, falou pela primeira vez em eleições e deixou várias promessas: não vai substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES); vai manter a taxa sobre as pensões mais altas e a reforma da fiscalidade verde não vai “aumentar a carga fiscal”. Para o futuro fica outra certeza:

“Não farei campanha eleitoral dizendo que este problema não existe. Não vou fazer eleitoralismos com isso”.

A proximidade das eleições legislativas pesa no discurso de Passos Coelho nos poucos momentos do debate quinzenal em que não se falou do Caso Tecnoforma. Referindo-se à carga fiscal, garantiu que “não haverá novos impostos de caráter permanente para substituir medidas de natureza temporária”.

E estava sobretudo a falar da Contribuição Extraordinária de Solidariedade garantindo que esta não será substituída: “Não substituirei, não proporei a substituição, da contribuição de sustentabilidade por uma espécie de versão recauchutada da contribuição extraordinária de solidariedade que vigorou este ano”, disse.

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No debate recordou que as alterações que pretendia fazer na reforma da Segurança Social não foram possíveis, e que “seria absurdo que, depois daquilo que o Tribunal Constitucional disse, e sem o compromisso do principal partido da oposição”, que o Governo criasse “esse tipo de incerteza junto dos pensionistas e dos reformados”.

No Orçamento do Estado para 2015, ficou a certeza que se manterá uma medida extraordinária sobre as pensões mais elevadas, conforme constava do Documento de Estratégia Orçamental, para “pensões acima de 5 mil euros e de 7.500 euros” e que estes “continuarão, com certeza, com uma sobretaxa durante o ano de 2015”, escreve a Lusa.