O Tesouro português planeia fazer um ou dois leilões de obrigações do Tesouro, ou seja, dívida de longo prazo, no último trimestre do ano. Além destas emissões, o Estado deverá fazer mais três leilões duplos de dívida de curto prazo. No total, serão emitidos até cinco mil milhões de euros.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) publicou esta quarta-feira as linhas de atuação para o quarto trimestre, um documento em que o organismo prevê emitir entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros em cada leilão de dívida de curto prazo. Poderá haver apenas uma emissão ou duas, com o organismo a repetir a flexibilidade mantida nos últimos trimestres.

“O IGCP acompanhará ativamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de atuação”, afirma o organismo liderado por Cristina Casalinho.

Além da ou das emissões de obrigações do Tesouro, foram pré-agendados três leilões duplos de dívida de curto prazo. As datas indicativas são 15 de outubro, 19 de novembro e 3 de dezembro, dias em que o Estado se financiará em prazos entre três e 12 meses.

A última emissão de dívida a longo prazo feita pelo Estado português foi a 3 de setembro, altura em que o IGCP contratou um conjunto de bancos para se encarregar da colocação de títulos a 15 anos. Foram, nesse dia, emitidos 3.500 milhões de euros em dívida. Desde então, os juros têm continuado a cair no mercado com os investidores a anteciparem novas medidas de estímulo por parte do Banco Central Europeu (BCE).