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Depósitos a Prazo

Taxas só sobem em 2016? Faça um depósito até lá

Os economistas estimam que as taxas de juro continuarão perto do nível atual até ao final de 2015, por isso, prefira depósitos de prazos mais longos.

A subida das taxas de juro ainda está longe

Getty Images

As taxas de juro dos depósitos a prazo continuam a cair. As mais recentes estatísticas do Banco de Portugal mostram que os depósitos a prazo constituídos pelos portugueses recebem taxas anuais em torno de 1,6%. Este rendimento está longe de ser interessante. Basta saber que os Certificados de Aforro, que são garantidos pelo Estado português, rendem pelo menos 3% por ano até ao final de 2016.

Os economistas de várias organizações internacionais, como o Banco Central Europeu e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, estão em sintonia: as taxas de juro só deverão recuperar a partir de 2016 e, mesmo assim, ligeiramente.

Se está à procura de ideias para o que fazer ao seu dinheiro e não quer arriscar, os depósitos a prazo podem ser a solução. Todavia, exija que paguem mais de 3% para bater o retorno dos Certificados de Aforro e contrate um prazo entre 12 e 18 meses, para o depósito se vencer entre outubro de 2015 e março de 2016. A partir do início de 2016, os depósitos deverão pagar mais, se as projeções dos economistas se confirmarem.

Três bancos mais generosos

O Observador foi à procura dos bancos que propõem depósitos que batem os Certificados de Aforro nos prazos de 12 a 18 meses. Apenas três o fazem.

O PrivatBank é o que mais paga: uma taxa anual bruta de 3,25% no seu depósito “Clássico” a 12 meses. Chegam 100 euros para constituir esta aplicação e é possível fazer reforços. Os depósitos no PrivatBank não estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, mas estão pelo homólogo da Letónia. A garantia é igualmente de 100 mil euros por titular.

Os juros são pagos no vencimento do depósito, através de uma transferência para uma conta de cartão bancário. Embora o cartão seja gratuito, pode ser uma desvantagem para alguns aforradores que querem capitalizar os juros. É possível mobilizar o dinheiro com um pré-aviso de dois dias úteis, mas perdem-se todos os juros acumulados.

Para quem não gosta da ideia de receber os juros no cartão bancário, o Banco Invest e o Banco Finantia pagam taxas anuais brutas de 3% em depósitos a 12 meses. Contudo, exigem que o dinheiro a aplicar seja novo no banco, mesmo que já seja cliente.

O Invest Choice Novos Depósitos, do Banco Invest, pede uma aplicação mínima de dois mil euros e, caso necessite do dinheiro antes do vencimento, apenas perde metade dos juros decorridos. Para evitar perder remuneração, o depósito do Finantia paga juros semestralmente. Esta aplicação tem um mínimo de 50 mil euros.

Ambos os depósitos estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100 mil euros por titular, mas, se não está convencido, leve os seus euros para os Certificados de Aforro: 100 euros chegam para começar junto de muitas estações dos Correios ou do AforroNet.

 

 

 

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