O investidor Richard Branson e a sua Virgin são quase sinónimos. Tal como eram Steve Jobs e a Apple. Mas a Berkshire Hathaway, o veículo através do qual investe Warren Buffett, o conhecido “Oráculo de Omaha”, não tem a mesma notoriedade. Os “marketeers” querem mudar isso, diz o Financial Times.

A Berkshire Hathaway está a preparar um plano de licenciamento da marca a empresas de gestão de património imobiliário na Europa e na Ásia, numa tentativa de aproveitar a reputação do seu líder, o famoso investidor Warren Buffett, de 84 anos, para cultivar a notoriedade da marca.

Consultores de “marketing” e executivos da empresa acreditam que há um grande potencial para tirar maior partido da história de longevidade de Warren Buffett, um dos investidores mais famosos do mundo e a quarta pessoa mais rica a nível global, segundo a revista Forbes. “Como a Virgin reflete a rebeldia de Sir Richard Branson e a Apple o génio de Steve Jobs, a Berkshire tem um valor de marca centrado na confiança, estabilidade e integridade”, disse ao Financial Times Oscar Yuan, consultor de “marketing” da Millward Brown Vermeer.

A Berkshire Hathaway, cujas ações superaram os 200 mil dólares na bolsa de Nova Iorque em agosto, é o “chapéu” que alberga investimentos em marcas tão reconhecidas como a Coca-Cola, a IBM, a Goldman Sachs e a American Express. Agora, o plano é fazer da Berkshire Hathaway, originalmente o nome de uma empresa têxtil já falida que Buffett comprou na década de 60, um nome mais conhecido em todo o mundo. A começar pela aposta no imobiliário, com empresas parceiras da Berkshire a alterarem, em alguns casos, os seus nomes para incluir o nome da “holding” de Buffett.

“Os valores da confiança, serviço ao cliente e longevidade são características importantes para as pessoas que estão prestes a tomar a decisão de investimento mais importante das suas vidas”, afirmou Earl Lee, CEO da HSF Affiliates, uma empresa detida em conjunto pela Berkshire e a Brookfield Asset Management, citado pelo Financial Times.