O antigo presidente francês Nicolas Sarkozy contestou hoje a lei francesa que autoriza o casamento entre homossexuais e defendeu que deveria ser reescrito o quadro legal, em vigor desde 2013.

Num regresso à vida política, durante um encontro com os três aspirantes a liderar a candidatura do partido de centro direita UMP (União para um Movimento Popular) às presidenciais de 2017, Sarkozy defendeu que a lei deveria “ser reescrita a partir do zero”.

Quem estava na audiência vaiou e gritou “revogação, revogação”, ao que o antigo presidente francês respondeu que, se o público preferisse, podia dizer “revogar a lei”, embora fosse “a mesma coisa”.

Em 2007, Sarkozy prometeu aos eleitores homossexuais que iria introduzir as uniões civis, mas não avançou com a proposta de lei.

Até ao momento, o antigo governante nunca tinha sido tão claro na defesa da anulação da lei sobre casamentos e adoções por casais de pessoas do mesmo sexo.

Os outros candidatos à liderança da UMP também abordaram o assunto, com Bruno Le Maire a defender a continuidade da lei, enquanto Herve Mariton se afirmou contra o quadro legal.

Uma sondagem publicada no sábado indicou que 68% dos franceses apoiam as uniões homssexuais e, 53%, a adoção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo.