Uma frota de navios militares russos entrou, esta sexta-feira, no Canal da Mancha para alegadamente realizar exercícios, segundo noticiou a agência estatal RIA Novosti. A NATO, avança a Reteurs, diz não estar preocupada com a presença russa em águas internacionais. Os navios foram, entretanto, acompanhados para fora das águas do Reino Unido por um navio de guerra da Marinha Real, escreve ainda a BBC .

As embarcações lideradas pelo navio antissubmarino Severomorsk passaram pelo Estreito de Dover e estão em águas internacionais, ancoradas ao largo do norte de França, à espera que uma tempestade passe, disse a Frota do Norte da Rússia citada pela RIA. “Enquanto está ancorada, a tripulação está a realizar uma série de exercícios sobre como lidar com a infiltração de forças submarinas e está a treinar técnicas de sobrevivência em caso de inundação ou fogo”.

Coube à marinha francesa confirmar a localização dos navios, que garantiu não ser incomum a presença de embarcações militares daquele país no Canal da Mancha — “Elas estavam apenas à espera numa zona onde podem estar várias vezes ao ano”. Segundo o tenente-coronel e porta-voz da Nato, Jay Janzen, as forças da aliança estão ocorrentes da localização das embarcações russas. Disse ainda que os navios foram retidos devido a condições meteorológicas e que não estão a realizar exercícios no Canal. 

Recentemente a Rússia tem “exibido” o seu poder militar, escreve a brasileira Exame. A BBC explica que só este ano, comparativamente com 2013, contam-se mais três interceções de aviões russos que sobrevoaram de perto o espaço aéreo de países-membros da Nações Unidas. “É um sinal dos tempos. Quando os militares russos estão em movimento, soam os sinais de alarme”.

As manobras russas surgem na sequência de um aumento de tensões entre Rússia e Ocidente, a propósito da crise ucraniana, da qual resultou a anexação da península da Crimeia e no apoio de separatistas armados ucranianos que fazem oposição ao governo de Kiev.