Catarina Martins assumiu este domingo o cargo de Porta-voz Nacional do Bloco de Esquerda, ao mesmo tempo que João Semedo deixa a coordenação do partido.

Da agora criada Comissão Permanente fazem parte Pedro Soares, Pedro Filipe Soares, Joana Mortágua, Adelino Fortunato e Nuno Moniz. A sua criação foi aprovada na reunião da mesa nacional do Bloco de Esquerda em Lisboa, uma semana depois do congresso em que as duas principais candidaturas tiveram a mesma votação.

“Enterrar a disputa interna e construir um bloco unido”, foi assim que Catarina Martins começou por falar aos jornalistas ao final da tarde, em conferência de imprensa, referindo-se ao “desafio colocado por João Semedo”. A solução encontrada, diz, e que se traduz no fim da liderança bicéfala do Bloco, deveu-se “graças ao empenho, disponibilidade e generosidade de João Semedo. (…) O Bloco deve-lhe muitíssimo e eu ainda mais”.

No Bloco, “a diversidade não é defeito”, acrescentou. “Aqui estamos mais unidos e mais fortes”, com autarcas “empenhados”, com a “melhor eurodeputada a defender o nosso país na Europa”, um grupo parlamentar “que abraça todas as causas” e com “ativistas em todo o país, em todas as causas”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Catarina Martins não deixou de se pronunciar sobre as palavras de António Costa, o líder do PS, que, no encerramento do Congresso socialista deste fim de semana, deixou críticas aos outros partidos da oposição, “não podemos deixar que fiquem só na posição cómoda do protesto e não virem trabalhar para a solução”. Ora, Catarina Martins respondeu: “Desengane-se António Costa se acha que nos pode descartar (…) Estamos na luta pela alternativa contra a austeridade”.

Emprego e recuperação salários e pensões foram algumas das ideias defendidas pela nova líder do partido que falou ainda em “chantagem da União Europeia” e no “barrote da dívida”, do qual o país “precisa de se libertar”. A solução encabeçada por Catarina Martins, e encontrada no término da nona convenção do Bloco de Esquerda, é encarada como uma solução de “inclusão e não de exclusão”.