A economia do Irão cresceu 4% nos últimos seis meses, a partir de março, afirmou o Presidente do Irão Hassan Rouhani, a primeira vez desde que entrou em recessão há dois anos. Baixo preço do petróleo, diz Hassan Rouhani, é culpa de uma conspiração internacional.

Nos primeiros 16 meses desde que chegou à Presidência (substituindo Mahmoud Ahmadenijad), já terá conseguido, segundo as suas próprias palavras, “reduzir a inflação de 40% para 17%”, disse Hassan Rouhani num discurso proferido na cidade de Birjand, citado pela agência de notícias Estudantes do Irão. “A retoma económica começou”, decretou de forma vitoriosa.

A ajudar à melhoria da atividade económica do Irão está o alívio temporário das sanções internacionais, no âmbito das negociações com as maiores potências nucleares tendo em vista um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O alívio das sanções permanece apesar de Teerão e as maiores potências mundiais não terem conseguido, pela segunda vez, alcançar um acordo, tendo o prazo sido estendido novamente até julho do próximo ano.

No entanto, a queda do preço do petróleo está a complicar as contas ao regime iraniano, que construiu o seu Orçamento do Estado partindo do pressuposto que o preço do petróleo rondaria os 100 dólares, e está a basear o seu plano de despesas do próximo ano financeiro no pressuposto que o preço do petróleo (Brent, negociado em Londres) estará em média nos 72 dólares. Nesta altura está a negociar pouco acima dos 60 dólares. O Irão, como grande produtor de petróleo, perde receitas cada vez que o preço baixa.

Hassan Rouhani culpou “conspirações” de nações que não quis dizer quais para baixarem o preço do petróleo, mas garante que o preço “não irá continuar a este nível”. A queda dos preços deve-se em parte ao aumento da produção pelos Estados Unidos, que tem aumentado a oferta no mercado. Por sua vez, a Organização dos Países Produtores de Petróleo, o cartel dos países produtores, recusa-se a baixar a produção para aumentar o preço, com a Arábia Saudita à cabeça, apesar de alguns dos seus membros estarem em dificuldades, como é o caso do Irão e, especialmente, da Venezuela.