O antigo presidente do Iémen fugiu da capital do país, Sanaa. Abdrabbuh Mansour Hadi estava sob prisão domiciliária há várias semanas, decretada pelas forças rebeldes Huthis depois de o terem forçado e renunciar ao cargo, de acordo com a BBC. O ex-presidente foi, mais tarde, localizado em Aden, cidade localizada na região sul do Iémen, enquanto a casa em que se encontrava detido foi pilhada, segundo afirmaram testemunhas.

A fuga de Hadi surgiu um dia depois de os partidos rivais que disputam o poder no país terem chegado a acordo para constituir um conselho que assegure a governação. As negociações foram mediadas por um representante das Nações Unidas, Jamal Benomar, que considerou o acordo como um “passo importante”.

Os motivos que levaram o antigo presidente a ser autorizado a abandonar a residência oficial não são conhecidos, adianta a mesma fonte, mas fontes próximas de Hadi, citadas pela Associated Press, atribuíram o facto à pressão exercida pela ONU, Estados Unidos, Rússia e partidos locais, sobre os Huthis. Aden, bem como Lahji e Mahra são províncias onde o antigo líder do Iémen detém apoios políticos e os respetivos governadores têm exigido a sua recondução na presidência e defendido que o país tenha uma nova organização administrativa que incluiria seis regiões num regime federativo.

Os Huthis tomaram o controlo de Sanaa em Setembro de 2014, dissolveram o parlamento e concretizaram um conselho presidencial integrado por cinco elementos no início de fevereiro, quando Hadi renunciou. A instabilidade no país levou diversos países a encerrarem as embaixadas no Iémen e mandar regressar os respetivos membros do corpo diplomático.