O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, enviou este domingo uma mensagem de confiança aos gregos: “Os cidadãos podem agora viver sem o medo das demissões em massa, dos cortes contínuos sobre os salários e as pensões e da irracional, abusiva e injusta tributação excessiva sobre rendimentos não-existentes ou ativos desvalorizados”.

Em entrevista ao jornal grego Ethnos, Varoufakis falou ainda sobre o acordo alcançando no seio do Eurogrupo, sublinhado aquilo que acredita ter sido uma vitória do Governo Syriza contra os ditames da toika“O memorando, como um texto de ordens estritas da Troika para a austeridade perpétua, a desvalorização interna e asfixia financeira, não existe mais“, garantiu o ministro das Finanças grego, para depois acrescentar que “não há nenhuma possibilidade de retornar à servidão da dívida pública”.

As negociações com os parceiros da Zona Euro foram difíceis e não se pode dizer que o braço-de-ferro esteja completamente sanado – Tsipras acusou recentemente Portugal e Espanha de terem tentado impedir o acordo. Para já, a Grécia conseguiu a extensão do acordo de empréstimo por mais quatro meses e margem de manobra suficiente para decidir o futuro do país, considera o ministro.

“O nosso compromisso com o acordo de extensão do empréstimo, que prevê um programa de reformas específicas com as quais nós concordámos, remove até o último argumento legal das instituições da Zona Euro que exigia a nossa subordinação a um ‘programa’  de forma a levantar as restrições à ajuda financeira [dirigida] ao sistema bancário grego”, afirmou Varoufakis.

O caminho para a recuperação da economia grega avizinha-se difícil – a Grécia deve fechar até abril a avaliação com as “instituições”, antes conhecidas como Troika. O ministro das Finanças grego deu, no entanto, uma garantia: a solução grega não será à custa “dos sacrifícios dos gregos ou dos contribuintes europeus”.