Rádio Observador

Energia

Capacidade da energia eólica no limite, alternativas com grande potencial em vista

Portugal quase atingiu o limite da capacidade eólica mas tem ainda grande potencial na energia solar e de biomassa, diz a presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Metade da potência instalada em Portugal é proveniente de energia renovável, dividida em partes iguais entre hídrica e eólica, diz a presidente do LNEG.

OLIVER KILLIG/EPA

Teresa Ponce de Leão, em entrevista à Lusa, salienta no entanto que da potência instalada em Portugal metade é proveniente de energia renovável, dividida em partes iguais entre hídrica e eólica. “Já tivemos dias em que a totalidade do consumo no país foi abastecida a partir de energias renováveis”, afirma, acrescentando que Portugal tem feito um grande esforço “para que as interligações (elétricas) da rede europeia sejam viáveis”. “Para podermos aproveitar todo esse recurso que temos em energias renováveis e podermos exportar para o resto dos países”.

Na semana passada Portugal, Espanha e França assinaram em Madrid uma declaração segundo a qual se comprometem a trabalhar para tirar a Península Ibérica do isolamento quanto a interconexões elétricas.

Teresa Ponce de Leão sublinha que a Europa está dependente da energia fóssil que chega de outros países e que serão uma mais-valia essas interconexões.

“Estou a falar dos recursos do sul, em particular da Península Ibérica, que para já é uma ilha porque não temos ligações para exportar, mas também dos recursos do mar do norte e do seu potencial eólico”, afirma a responsável, que se congratula por ver a França hoje mais sensibilizada para as energias renováveis, em detrimento do nuclear.

Não quer dizer que as renováveis sejam infinitas. Questionada pela Lusa a presidente do LNEG diz que no caso da energia eólica ainda não se atingiu o limite mas que a potência já está toda distribuída pelos investidores.

No caso da eólica o LNEG identificou “os locais com viabilidade económica, as restrições geomorfológicas, as naturais (parques naturais por exemplo), o acesso aos locais, e a partir daí identificámos o potencial sustentável, que andaria por volta dos cinco mil e tal megawatts”, explica a responsável, salientando que a evolução da tecnologia vai permitir tirar mais partido dos parques eólicos.

Onde há um “potencial enorme” é na energia solar e na biomassa, diz a presidente do LNEG, entidade responsável pela investigação no domínio da energia e da geologia, quer para políticas públicas quer para apoiar as empresas. “Investigamos para transferir conhecimento para a sociedade”, diz Teresa Ponce de Leão, que conta para isso com quase 300 pessoas, sendo 110 delas investigadores.

É o LNEG que identifica potenciais zonas de investimento em renováveis (central fotovoltaica da Amareleja por exemplo), que mapeia as zonas mais favoráveis para aproveitar a energia das ondas, que está a desenvolver em parceria um estudo para eventual aproveitamento da “energia geotérmica profunda” na Madeira, ou um projeto para a construção de uma bio-refinaria, na zona centro.

Teresa Ponce de Leão dá outros exemplos. O LNEG investiga novas tecnologias de painéis solares a partir de novos materiais, mais baratos e rentáveis, e assim “criar oportunidades para a indústria nacional”.

A responsável garante que hoje os painéis solares estão muito mais acessíveis, e acredita que quando os edifícios públicos se renderam à energia solar os privados também o farão. “A energia eólica também começou com um ou dois parques”, lembra.

Ponce de Leão garante que em poucos anos há lucros visíveis. E dá o exemplo do edifício solar do LNEG no Lumiar. Um edifício de escritórios com quase uma década, sem custos extraordinários de construção e que depende em menos de 20 por cento da energia da rede.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)