A componente específica da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) dos professores, que irá decorrer nos últimos dias deste mês, vai realizar-se em 76 escolas e apenas numa sala por cada estabelecimento de ensino, adiantaram os diretores esta segunda-feira.

O vice-presidente da Associação Nacional dos Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, disse à Lusa que, “claramente, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) quer evitar ter muitos professores em cada uma das escolas e dividir o mal pelas aldeias, sendo que há cada vez menos aldeias”, e, assim, contornar os efeitos da greve a todo o serviço à PACC convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e outras seis organizações sindicais.

De acordo com o vice-presidente da ANDAEP, há “blocos de professores onde existem apenas três candidatos inscritos”.

Já em dezembro, aquando da realização da prova comum a greve ao serviço da prova teve um impacto diminuto graças à mesma estratégia de distribuir os docentes por um número alargado de estabelecimentos.

As escolas ainda não receberam as listas dos inscritos para a prova, adiantou Filinto Lima. O Observador também já perguntou ao Ministério da Educação quantos dos 1.636 docentes com menos de cinco anos de serviço que passaram na componente comum se inscreveram na componente específica, mas não obteve ainda resposta.

O ministro da Educação Nuno Crato explicou que decidiram agendar a segunda fase da prova de avaliação de professores para as férias da Páscoa, entre os dias 25 e 27 de março, de forma a “não perturbar as atividades letivas”.

As provas vão durar entre 90 minutos – a maioria delas – e 150 minutos e a data da realização dependerá da disciplina do professor e do ciclo de ensino em que leciona. Ao todo, serão realizadas 31 provas diferentes. Cada professor pode fazer mais do que uma prova específica, consoante os grupos de recrutamento a que se queira candidatar a dar aulas no próximo ano letivo.