O secretário-geral da ONU apelou para que se evite um “massacre” no campo de Yarmouk, em Damasco, após os palestinianos terem anunciado uma operação conjunta com o exército sírio para desalojar o grupo Estado Islâmico.
“Chegou o momento de conduzir uma ação concreta para salvar vidas”, declarou Ban Ki-moon aos jornalistas em Nova Iorque, enquanto dezenas de milhares de civis estão encurralados pelos combates que decorrem neste campo de refugiados, controlado desde o início de abril pelos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico.
Yarmouk “começa a assemelhar-se a um campo da morte”, disse, ao evocar o “último ciclo do inferno”. “Não podemos ficar inativos e permitir que decorra um massacre. O que se passa é inaceitável”, assinalou, antes de sublinhar que os habitantes do campo “incluindo 3.500 crianças, estão transformados em escudos humanos”.
“Agora ouvimos falar de um assalto massivo contra o campo e os civis que aí se encontram, seria um novo crime de guerra ainda mais escandaloso”, disse, considerando que se trata de “um teste decisivo para a comunidade internacional”.
Desde o final de 2012 que este campo, um grande bairro do sul de Damasco, é palco de combates entre as forças do regime de Bashar al-Assad e rebeldes sírios, e são apoiados por grupos palestinianos rivais.
No entanto, após o assalto do EI, a maioria das fações palestinianas optou por combater o movimento ‘jihadista’, enquanto a força aérea de Damasco tem vindo a bombardear as suas posições.