Mário Simões, deputado do PSD na Assembleia da República eleito pelo círculo de Beja, foi apanhado pela GNR a conduzir a cerca de 130 quilómetros/hora no IP2 de Beja para o Algarve, num troço onde o limite de velocidade era de 90 quilómetros, noticia o Jornal de Notícias. O deputado, no entanto, contestou a multa junto do comandante da GNR por negar ter conduzido àquela velocidade e, depois de se ter identificado como deputado, terá avisado os guardas de que iria expor o caso no Parlamento e no Ministério da Administração Interna.

A multa pelo excesso de velocidade foi de 120 euros, que o ex-vereador da Câmara de Alvito terá pago no local. Mas, segundo o relato feito pela GNR àquele jornal, Mário Simões terá ficado revoltado com a coima por considerar que o seu carro não marcava a velocidade indicada pela GNR e por alegar que a atitude dos guardas “era de repressão, em vez de prevenção”.

Ao JN, o deputado confirmou que foi mandado parar mas nega que estivesse a conduzir a 130 quilómetros/hora. “O meu carro não marcava a velocidade indicada pela GNR”, explicou. Por isso, tirou uma fotografia com o telemóvel ao radar, “para justificar a impugnação da coima”. E terá ainda tentado avisar por gestos os condutores que passavam pelo mesmo troço, mas foi advertido pelos guardas de que não o poderia fazer.

O relato da GNR feito ao Jornal de Notícias indica ainda que Mário Simões se identificou como deputado e avisou os guardas de que iria fazer “uma exposição” à Assembleia da República, ao Ministério da Administração Interna e à GNR.

Já junto do comandante do Comando Territorial de Beja terá ainda defendido que os radares devem ser colocados de outra forma, mais visível, para funcionarem como medida de prevenção.

É a segunda vez que o deputado é multado por excesso de velocidade, depois de em 2013 ter acontecido situação idêntica.