Futuro da Grécia

FMI não deixa que a Grécia pague mais tarde

Houve um pedido informal da Grécia ao FMI, para que este aceitasse um adiamento das datas de pagamento da dívida de maio. FT diz que gregos não encontraram qualquer abertura nesse sentido.

Atenas terá sido aconselhada a nem sequer fazer um pedido formal.

AFP/Getty Images

O Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeita, logo à partida, qualquer hipótese de um adiamento das datas de pagamento da dívida da Grécia. Atenas tem de pagar quase mil milhões de euros em dívida ao FMI no próximo mês de maio e a instituição liderada por Christine Lagarde não deu sequência a uma abordagem informal no sentido de adiar esses pagamentos, segundo o Financial Times.

O governo grego fez um pedido informal ao FMI para que este equacionasse uma revisão dos prazos de pagamento da dívida que vence em maio. Fontes dos dois lados da negociação disseram, contudo, ao Financial Times, que o FMI sublinhou que esse é um cenário impossível. Esta é uma intenção de Atenas que ilustra a escassez de recursos financeiros ao dispor do governo para continuar a fazer os pagamentos de dívida e financiar as despesas correntes do Estado.

Atenas terá sido aconselhada a nem sequer fazer um pedido formal para que as datas de reembolso sejam revistas. Isto numa altura em que “ninguém acredita”, como reconheceu o ministro alemão Wolfgang Schauble, que haja um acordo na próxima reunião do Eurogrupo, a 24 de abril, que desbloqueie mais financiamento europeu para a Grécia. As partes continuam longe de um acordo sobre reformas do mercado de trabalho e do sistema de pensões.

A Grécia tem de reembolsar o FMI em 203 milhões de euros no dia 1 de maio e mais 770 milhões a dia 12 de maio. Em junho chega outro pagamento, também ao FMI, de 1,6 mil milhões. Ao mesmo tempo, o Estado está a ter de renovar os vencimentos de dívida de curto prazo que tem sido emitida no mercado, junto de entidades públicas e bancos nacionais, e financiar as despesas correntes. A situação de tesouraria é muito grave, como reconhecem os responsáveis gregos.

A agravar a situação dos cofres de Atenas está a execução orçamental, acerca da qual foram divulgados mais números na quarta-feira. Foram dados que demonstram que, nas palavras do ministro eslovaco Peter Kazimir, “a Grécia está cada vez mais perto do abismo”. O saldo orçamental primário (ou seja, a diferença entre receitas e despesas excluindo juros da dívida) baixou para pouco mais de mil milhões em janeiro e fevereiro, contra os 3,17 mil milhões que existiam no mesmo período do ano passado. Estes foram dados divulgados esta quarta-feira pelo Ministério das Finanças da Grécia. O instituto de estatísticas, por seu lado, adiantou que o défice orçamental da Grécia atingiu os 3,5% do PIB em 2014, com um saldo primário positivo de apenas 0,4%. A dívida pública fechou o ano em 177% do PIB, em 317 mil milhões de euros.

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