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Governo Regional da Madeira

Presidente do Governo da Madeira quer reforçar entendimento com a República

Na tomada de posse como novo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque disse querer "reforçar os canais de entendimento" com a República.

HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou que pretende “reforçar os canais de entendimento” com a República, dissipando mal-entendidos e para reforçar a credibilidade do arquipélago no continente.

“Vamos manter e reforçar os canais de entendimento com o Governo da República na defesa firme e inteligente dos direitos dos madeirenses e porto-santenses”, declarou Miguel Albuquerque após a tomada de posse do novo executivo madeirense no salão nobre do parlamento regional repleto de convidados.

O novo governante insular acrescentou que este tipo de relacionamento visa “dissipar de uma vez por todas mal entendidos” com a República e “reforçar a notoriedade positiva e a credibilidade” da Madeira em todo o país.

“Seremos imunes a pressões ilegítimas ou a interesses setoriais que desvirtuem o nosso dever perante a ‘res publica'”, sublinhou o chefe do executivo madeirense que sucede a Alberto João Jardim, o social-democrata que governou a Madeira durante quase quatro décadas e que hoje marcou presença nesta cerimónia de investidura do XII Governo Regional.

Albuquerque insistiu na total disponibilidade do novo governo regional para “estabelecer pontes de diálogo”, argumentando ser necessário ter “humildade de ouvir os outros”.

Mas ninguém duvide da nossa determinação férrea de tomar as decisões necessárias ao bem comum”, rematou.

O presidente do governo também salientou que não terá “receio em tentar estabelecer consensos com a oposição em matérias vitais e estruturais para o futuro da Madeira”.

Reafirmou o compromisso do novo executivo de “tudo fazer para dignificar” a Assembleia Legislativa e de “cumprir integralmente” as promessas feitas ao eleitorado.

Miguel Albuquerque defendeu ainda ser necessário “simplificar a linguagem política” e deixou uma mensagem de esperança às famílias que vivem o drama do desemprego, aos jovens que precisam de emigrar, aos pais que têm problemas para cuidar dos filhos e aos idosos que enfrentam várias dificuldades.

Não basta dar respostas convencionais. Nem muito menos discursos demagógicos carregados de promessas”, disse, assegurando que o seu governo “não deixará de intervir na correção das desigualdades e na construção diária da coesão social”.

O governante realçou que logo após a apresentação do programa do executivo, encetará a concretização dos compromissos” assumidos com os madeirenses.

Aproveitando a presença na cerimónia do ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, Luis Marques Guedes, em representação do Governo da República, Albuquerque apontou ser preciso “continuar a resolver assuntos essenciais para a vida dos madeirenses”.

“Para nós a autonomia política do arquipélago é uma conquista irreversível da nossa democracia” que tem “enorme potencial”, vincou, admitindo que existiram “inevitáveis erros de percurso”.

No seu discurso, Albuquerque cumprimentou Jardim, declarando ser “inegável reconhecer o seu papel histórico na implantação da autonomia e desenvolvimento da região” e destacou que “a História fará justiça ao desempenho e à obra em prol dos madeirenses”.

O novo governante insular concluiu recordando uma expressão usada por Alberto João Jardim quando tomou posse em 1978 [“A Madeira será o que os madeirenses fizerem”], declarando: “Temos o poder de fazer da nossa Madeira o que quisermos, mas apenas se tivermos a coragem de construir todos os dias um novo começo”.

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