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Os desastres de que o mundo está à espera

O sismo no Nepal matou milhares de pessoas. Mas em todo o globo existem focos de potencial risco. Saiba quais e como funciona a Natureza nesses locais.

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Conheça algumas ameaças naturais iminentes

ESA

Conheça algumas ameaças naturais iminentes

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Assistimos ao sismo no Nepal e pudemos testemunhar mais um sinal da fúria da Natureza. Mas em todo o globo existem zona de perigos iminentes a que os cientistas estão atentos. O El País elencou quais.

Sismos

People walk among earthquake debris in the Nepalese capital Kathmandu on April 28, 2015.  Hungry and desperate villagers rushed towards relief helicopters in remote areas of Nepal on April 28, begging to be airlifted to safety, four days after a monster earthquake killed nearly 4,500 people.  AFP PHOTO / Nicolas ASFOURI        (Photo credit should read NICOLAS ASFOURI/AFP/Getty Images)

A litosfera terrestre – a camada de Terra mais exterior – assemelha-se a um puzzle dinâmico: as peças, chamadas placas tectónicas, movimentam-se umas em relações a outras e podem chocar (placas convergentes ou destrutivas), separar-se (placas divergentes ou construtivas) ou roçar-se (placas transformantes ou conservativas).

Ora, o Nepal está numa zona especialmente propícia a terramotos por estar numa região de convergência entre a placa Euroasiática e a placa Indiana, que é responsável, há milhões de anos, pela existência da cordilheira dos Himalaias. Nos limites destas placas destrutivas, acumula-se muita energia durante os movimentos tectónicos, que podem deslocar-se até cinco centímetros por ano. Quando essa energia é libertada, dão-se os sismos.

Isto foi o que aconteceu no Nepal. Mas a destruição no país deveu-se também à fraca qualidade das construções, que não estão preparadas para suportar fenómenos naturais deste género.

Para medir o nível de destruição provocado por um sismo existe a escala de Mercalli, de natureza qualitativa (subjetiva, porque aprecia os danos provocados) que vai até XII. O último sismo no Nepal foi avaliado em IX que corresponde a “muito destrutivo”.

As consequências dos movimentos tectónicos dependem da natureza das placas. Nos limites destrutivos existem três cenários possíveis: se a convergência acontecer entre uma placa oceânica e outra continental estamos perante uma margem continental ativa onde nascem fossas abissais – as zonas mais profundas do oceano. É o que acontece, por exemplo, entre a placa de Nazca e a sul-americana: a primeira é uma placa oceânica e como é mais densa que a placa continental, mergulha debaixo desta.

E quando não se coloca a questão da densidade das placas? Quando ambas são de natureza oceânica formam-se cadeias montanhosas e ilhas vulcânicas, como acontece entre a placa do Pacífico e a placa das Filipinas.

Os limites transformantes (que roçam um no outro) também representam perigo, como é o caso dos movimentos entre a placa do Pacífico e a placa norte-americana. Enquanto deslizam uma ao lado da outra, as placas são responsáveis pelo armazenamento de muita energia. Quando elas deixam de suportar essa energia dão-se os sismos.

No Pacífico são muitos os exemplos da iminência de um desastre natural: a falha de Santo André, em São Francisco (EUA), parece ser o próximo foco de um terramoto de grandes dimensões. O último sentido neste local aconteceu em 1989 e teve magnitude de 7,1 na escala de Richter, mas muitos cientistas falam do “The Big One”, um terramoto com magnitude igual ou superior a oito que podia varrer os territórios num raio de até 160 quilómetros. A BCC chega a escrever que a probabilidade de um sismo na falha de Santo André nos próximos 30 anos é de 90%.

Existem dois países particularmente em risco: o México, por ser afetado pelas dinâmicas de cinco placas tectónicas (o país já sofreu um sismo de intensidade 8,3 na escola de Richter que vitimou 10 mil pessoas), e o Japão. Neste país, um sismo de magnitude 8,9 agitou Sendai e provocou um tsunami em 2011. Foi o maior sismo alguma vez sentido no local, teve consequências na central nuclear de Fukushima e fez que o país se movesse mais de dois metros.

Erupções vulcânicas

This view from Puerto Varas, southern Chile, shows a high column of ash and lava spewing from the Calbuco volcano, on April 23, 2015. Chile's Calbuco volcano erupted on Wednesday, spewing a giant funnel of ash high into the sky near the southern port city of Puerto Montt and triggering a red alert. Authorities ordered an evacuation for a 10-kilometer (six-mile) radius around the volcano, which is the second in southern Chile to have a substantial eruption since March 3, when the Villarrica volcano emitted a brief but fiery burst of ash and lava. AFP PHOTO/DAVID CORTES SEREY/AGENCIA UNO        (Photo credit should read DAVID CORTES SEREY/AFP/Getty Images)

Porque é que o vulcão Vesúvio, perto de Nápoles, em Itália, está também sob vigilância dos cientistas? Este vulcão nasceu da convergência entre a placa Africana e a placa Euroasiática, de onde o magma escapa. Normalmente, as zonas em redor do vulcão são muito férteis: à volta do único vulcão europeu que sofreu erupções nos últimos cem anos vivem 600 mil pessoas. Quando explodiu, no ano de 79, o Vesúvio foi responsável pela destruição de Pompeia e de Herculano. Desde 1944 que o vulcão está adormecido (ainda que ativo), mas pode acordar em breve: as autoridades italianas têm um plano de evacuação de 72 horas pronto a ser ativado caso Vesúvio dê sinais de vida.

O mesmo panorama está previsto para a ilha de Java, que tem trinta vulcões à volta dos quais vive meio milhão de pessoas. Porque escolheram elas viver neste local? Apesar de poderem acordar a qualquer momento, a verdade é que estes vulcões não apresentam perigo imediato e conferem energia térmica e fertilidade aos solos. Como aconteceu recentemente na Ilha do Fogo em Cabo Verde.

Mas vejamos a cronologia dos vulcões de Java: há vinte anos, o vulcão Merapi lançou uma quantidade exorbitante de gases que vitimaram sessenta pessoas. Em 2010, foram mais de 350 nas mesmas condições.

Sumatra também não está fora de perigo: a ilha da Indonésia com grande atividade vulcânica também matou 15 pessoas no ano passado. E às erupções acrescem os riscos de tsunamis ou desabamentos de terra. Este mês já tivemos testemunhos da força da Terra. O vulcão Calbuco, no Chile, obrigou à evacuação de dezenas de milhares de pessoas ao fim de 43 anos de sossego.

Está a pensar em Yellowstone? Tem razão para pensar. Mas apesar das novas notícias sobre a reserva magmática gigante encontrada debaixo do solo neste supervulcão dos EUA (estados de Wyoming, Montana e Idaho), os supervulcões apenas entram em erupção num espaço de centenas de milhares de anos. Uma erupção deste tipo teria consequências imensuráveis e poderia dar origem a uma nova era na Terra.

O mar

Kurumba island basks in the sunshine in

Mas nem só de vulcões vivem os receios dos geólogos: as pacíficas Maldivas também estão na agenda dos cientistas. Estas ilhas elevam-se a apenas um metro do nível da água do mar, o qual também tem vindo a subir. Pensa-se que daqui a cem anos as Maldivas vão mergulhar no oceano e desaparecer, obrigando a evacuar os habitantes.

A este facto juntam-se as constantes inundações a que as ilhas das Maldivas estão sujeitas, resultado das alterações climáticas.

Fúria dos céus

Super Typhoon Haiyan Bears Down On Philippines

Depois vêm os furacões: o estado norte-americano de Oklahoma é varrido inúmeras vezes por furacões gigantes. A zona de maior perigo situa-se entre o Texas e o Dakota, e é chamada pelos americanos de “Tornado Alley” (Alameda dos Tornados): uma região fustigada constantemente por estas massas de vento e chuva. Isto acontece porque se situa num corredor onde as correntes frias de ar vindas do Canadá chocam com os ventos tropicais que sobem do México.

O Estado do Oklahoma tem mais de um milhão de habitantes e já viu mais de 120 furacões desde 1890, quase sempre com um intervalo de cinco anos.

A pobreza. Sim, a pobreza

<> on February 26, 2010 in Port-au-Prince, Haiti.

Por último: Haiti, um território sem qualquer defesa contra um desastre natural. A pobreza provocada pelas técnicas intensivas no setor agrícola lançou metade da ilha para a miséria e para a desflorestação.

Nada foi planeado para que a exploração agrícola se tornasse sustentável. Em consequência, a ilha tornou-se muito mais vulnerável aos furacões e às tempestades, que provocam deslizamentos de terra capazes de matar milhares de pessoas.

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