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Quercus

Presidente da Quercus alerta para redução de jovens no voluntariado ambiental

A redução do número de jovens em ações de voluntariado na conservação da natureza preocupa novo presidente da Quercus. João Branco quer "tentar inverter essa tendência".

Pedro Nunes/LUSA

O novo presidente da Quercus transmitiu hoje a preocupação da associação ambientalista com a redução do número de jovens em ações de voluntariado na conservação da natureza e salientou o objetivo de “tentar inverter essa tendência”.

João Branco, que tomou posse no final de março, avançou à agência Lusa que a direção decidiu criar novos grupos de trabalho em áreas que vão ter atenção renovada da associação, como a poluição atmosférica e qualidade do ar, os ecossistemas marinhos e pesca ou os solos e agricultura.

“Temos uma preocupação estratégica [pois] achamos que as pessoas estão a afastar-se cada vez mais de ações de voluntariado, principalmente nas associações em ações de conservação da natureza e principalmente os jovens”, salientou o presidente da Quercus.

“Notamos que há cada vez menos jovens dispostos a abraçar a causa ambiental” e a associação vai “tentar inverter essa tendência para chamar mais pessoas para o movimento ambientalista, em especial jovens, até porque temos de pensar na renovação dos quadros da própria Quercus”, que assinala este ano o seu 30.º aniversário.

Como possíveis explicações para o afastamento dos jovens está a existência de “outras preocupações”, mas também o custo de participar em ações que nem sempre se realizam perto do local de residência, sendo necessário “descobrir métodos e estratégias que permitam inverter essa tendência”.

Entre os novos projetos da Quercus, João Branco apontou a criação de novos grupos de trabalho para as áreas da poluição atmosférica e qualidade do ar, para colaborar com associações internacionais que se dedicam ao tema, ecossistemas marinhos e pesca, com destaque para os resíduos no mar, nomeadamente os plásticos, e a sobrepesca, que afeta as populações de peixe, e solos e agricultura.

Paulo Branco referiu que a agricultura “talvez seja a atividade mais poluente na Europa” e apontou a utilização de pesticidas e agroquímicos, que são “atirados para a natureza”, mas também salientou a necessidade de preservar o património genético agrícola, que “se está a perder a passos largos, se não for definido um plano”.

Questionado sobre as principais preocupações, o presidente da Quercus salientou, na conservação da natureza, a construção das quatro grandes barragens previstas, do Fridão e da Cascata do Tâmega, adjudicadas à EDP e à Iberdrola, que “acabarão por formar uma grande barreira física que, muito provavelmente, será o golpe de misericórdia nas populações do lobo do Marão e Alvão”.

A falta de informação sobre a possibilidade de avançar a exploração de gás e petróleo no Algarve e na zona de Peniche é outro assunto em cima da mesa dos ambientalistas que defendem ser “o turismo e a pesca em Portugal muito mais importantes” que aquela atividade.

Na segunda-feira, a Quercus apresenta em Lisboa o programa das comemorações dos seus 30 ano.

 

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