Rachel Farrock tem 37 anos, sofre de anorexia nervosa e, na sua campanha de sensibilização, partilhou um vídeo que está a comover o mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=vmrM4wFiAyg

Há 10 anos que Rachel Farrokh luta contra a anorexia, mas nos últimos meses a sua saúde tem piorado devido à sua extrema magreza. Com 1,70 metros de altura, Farrokh pesa 20 quilos. “Necessito de ajuda. Estou a sofrer de uma desordem alimentar. É um tipo de anorexia severa”, explica Farrock, uma candidata a atriz nos EUA, no vídeo.

“Tenho estado a sofrer há algum tempo. Tenho 1,70 metros e peso pouco mais de 20 quilos e nenhum hospital me atende neste estado”, acrescenta apelando por ajuda. Ela considera que não a aceitam porque o seu “perigoso” peso tornam-na numa “responsabilidade”.

O vídeo mostra como ela tem dificuldade para caminhar e fazer tarefas quotidianas. É o seu marido, Ron Edmondson, que cuida dela. Edmondson renunciou o seu emprego para o poder faze a tempo inteiro.

“É o Rod que cuida de mim durante as 24 horas”, assegura Farrokh que acredita que “necessita de ajuda” e que se nenhum hospital a receber ela “não terá outra oportunidade”.

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Há uma década, Rachel Farrokh era uma aspirante a atriz com mais de 56 quilos. Quando perdeu um emprego, começou a deixar de comer e a perder peso.

“Eu era uma rapariga recém licenciada de olhos redondinhos que estava num ambiente falido. Estava a lutar contra traumas do passado, também. Acredito que foi a tormenta perfeita”, disse a jovem aspirante a atriz que trabalhava na altura como executiva de contas. Começou a perder o controlo no emprego e quis perder quilos para ter “melhores abdominais”.

Agora está em perigo de vida.  Mas a norte-americana garante que “está pronta para melhorar”.

Para isso, Farrokh e o seu marido lançaram uma campanha de recolha de fundos na GoFundMe. O tratamento custa 100.000 dólares (90.624 euros). Até agora já conseguiram mais de 47.000 dólares (42.593 euros).

“O síndrome de realimentação implicará a tentativa do corpo adaptar-se à introdução repentina de nutrientes. O aumento rápido de calorias pode afetar a adaptação metabólica e pode-se associar a uma série de riscos perigosos para a vida”, disse ao jornal ABC Michael Strober, médico e diretor do programa de transtornos alimentares do Hospital Neuropsiquiátrico Resnick da Universidade da Califórnia (UCLA).