Justiça, Segurança Interna, Defesa nacional e Negócios Estrangeiros são matérias intocáveis para António Costa, mas o seu futuro Governo pode vir a ter uma composição bastante diferente do atual Executivo. As prioridades do líder socialista para a próxima legislatura serão a modernização administrativa, o desenvolvimento regional e o mar, mas deverá autonomizar o Ministério do Trabalho – que desde 2011 já esteve integrado nas pastas da Economia e agora está na Segurança Social -, assim como um ministério para a Cultura e mais mulheres no Governo.

Em entrevista ao Jornal de Notícias, António Costa diz que antes de ter Governo, é preciso que os portugueses se pronunciem, mas garante que haverá mexidas na composição ministerial de um possível Executivo liderado por si. “Devemos ter duas preocupações: estabilizar os serviços que não podem estar em mutação permanente e ter uma estrutura que perceba que os desafios não são competência de um só ministério”, defende o líder socialista.

Ainda nesta entrevista, António Costa alega que não tem o hábito de apaparicar os jornalistas, tal como fazem “alguns políticos” e que só presta conta aos cidadãos. Quanto ao caso que envolve José Sócrates, o socialista refere que confia nas instituições judiciárias e na sua independência, mas que desconhece quem está ou esteve sob escuta, arriscando que até ele próprio pode estar a ser escutado. Costa diz que não voltou a visitar José Sócrates na prisão nem se correspondeu com ele.