O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse neste sábado que o PS só sabe conjugar o verbo repor e que, se os portugueses lhe derem poder, voltará a “repor a troika'” no país. “Não aprenderam nada com os erros, continuam a conseguir apenas e só conjugar um verbo, repor. Repõem os subsídios, repõem os feriados, repõem tribunais, repõem dívida, repõem défice e, se os portugueses lhes derem responsabilidade, acabarão por repor novamente a ‘troika’ em Portugal como fizeram em 2011”, afirmou o também vice-presidente do partido, depois de ter considerado que os socialistas “não aprenderam nada com os erros”.

Nuno Magalhães considerou que, nas eleições deste ano, está em causa escolher entre o “facilitismo” proposto pelo Partido Socialista, que cada vez se parece mais com “o PS de 2010”, e a via “realista” da coligação de direita, que garante que Portugal não voltará a ser governado por credores externos.

“Estamos hoje de cabeça erguida, a apresentar as nossas medidas, a corrigir, mesmo contra a vontade dos nossos credores, aquilo que fomos obrigados a fazer”, afirmou Nuno Magalhães, dando como exemplo o aumento do salário mínimo, contra o que desejava o FMI e apesar das reticências europeias.

Porque voltou a ser um país soberano, pela mão do atual Governo, depois de o PS o ter transformado num “protetorado”, Portugal pôde tomar esta medida, reforçou Nuno Magalhães, que falava no IX Congresso do CDS-PP/Açores, que decorre na Madalena, ilha do Pico.

O dirigente do CDS-PP referiu que o atual Governo “foi capaz de cumprir com um memorando” que “não negociou e que não assinou” e que hoje o país está a crescer acima da média europeia e o desemprego está a cair.

O PS devia hoje ter “a humildade democrática” e a “honestidade política” de reconhecer que estas são “boas notícias”, aliás, reconhecidas por instâncias nacionais e internacionais idóneas, como o INE ou a OCDE, vincou Nuno Magalhães, que apontou ainda “a inconstância” do secretário-geral do PS.

“Não deixa de ser extraordinário que o dr. António Costa, que tanto elogiou o Syriza [partido do Governo grego], que tanto disse que o Syriza era uma janela de esperança, hoje, perante a tragédia grega que está a acontecer na Grécia, em Portugal vem dizer que afinal é um Governo tonto o Governo do Syriza. É esta inconstância de António Costa que eu acho que os portugueses não deixarão também de saber retribuir na altura própria com o voto ou, neste caso, com a falta dele”, afirmou.