Uma investigação realizada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos da América identificou 73 trabalhadores com possíveis ligações terroristas nos aeroportos norte-americanos. As contratações, aprovadas Administração de Segurança dos Transportes (TSA), aconteceram devido a um “lapso” no acesso ao registo criminal dos indivíduos, refere a Bloomberg.

De acordo com o relatório da investigação, divulgado esta segunda-feira, os trabalhadores pertencem na sua grande maioria a grandes companhias aéreas, a fornecedores ou a outras empresas ligadas à aviação. A maior parte dos indivíduos apresentava um registo biográfico incompleto, com um nome falso ou com o número de segurança social em falta. Apesar disso, a TSA aprovou a sua contratação e deu-lhes acesso às áreas de segurança do aeroporto, “apesar de estes representarem uma potencial ameaça à segurança da transportadora”.

O relatório concluiu ainda que a organização foi incapaz de identificar trabalhadores com antecedentes criminais, considerando que esta identificação era “menos eficaz” em 467 aeroportos. Jeh Johnson, secretário de estado da Segurança Interna, explicou que as contratações aconteceram, em parte, porque a TSA não tem acesso à lista completa de terroristas do governo norte-americano.

Há muito que a segurança e as políticas de contratação nos aeroportos têm vindo a ser criticadas. Na semana passada, vários agentes disfarçados da TSA conseguiram passar armas e explosivos pela segurança de um dos aeroportos mais movimentados dos Estados Unidos. A situação levou a que o Departamento de Segurança Interna pedisse a Melvin Carraway, diretor da TSA, uma revisão das normas de segurança. O acesso à lista completa de terroristas será também concedido.