O PS exigiu explicações ao Governo sobre o montante gasto pela Infraestruturas de Portugal (IP) numa festa e, caso este não o faça, vai requerer “com urgência” a ida ao parlamento do secretário de Estado Sérgio Monteiro.

“Se o Governo não se explicar nas próximas horas o PS vai requerer a ida do secretário de Estado dos Transportes à comissão de Economia e Obras Públicas, com urgência, para explicar o que se passou”, disse à Lusa o deputado socialista João Paulo Correia.

O deputado reagia a uma notícia hoje divulgada pelo Jornal de Notícias, segundo a qual o Conselho de Administração da empresa pública, que resultou da fusão da REFER – Rede Ferroviária Nacional – e da Estradas de Portugal, e foi justificada pelo Governo com a necessidade de poupar dinheiro aos contribuintes, fez uma festa no Entroncamento, no passado dia 05, que terá custado, só em custos diretos, mais de 130 mil euros ao erário público.

Ora, as contas feitas pelo deputado João Paulo Correia apontam para mais do dobro deste montante.

“Achamos que é indecente que uma administração de uma empresa pública organize uma festa que envolva custos diretos e indiretos de cerca de 300 mil euros. Se não surgirem explicações por parte da tutela, do Ministro da Economia e do secretário de Estado dos Transportes sobre este assunto, achamos que esta administração, apesar de recente, desta recém empresa pública, tem poucas condições de continuar em funções”, disse.

O PS exige ao executivo que preste esclarecimentos “ou que coloque a administração da empresa a prestar explicações”, na medida em que, a ser verdade, “é um péssimo exemplo do que pode ser a gestão pública”, referiu o deputado.

“Se os números são verdadeiros estamos perante um escândalo, uma indecência de um ato de gestão com dinheiro público”, acrescentou.

De acordo com o JN, “a festa foi anunciada em convites enviados aos 3.800 funcionários que integravam as empresas públicas REFER e Estradas de Portugal, tendo em vista a “apresentação da marca da nova empresa Infraestruturas de Portugal”.

Deslocaram-se ao novo Museu Nacional Ferroviário entre 1.300 e 1.500 pessoas, segundo as fontes do JN.