Londres

Milhares de pessoas saem à rua em Londres contra a austeridade

Londres foi este sábado um dos principais palcos do protesto "Acabar com a Austeridade". Imprensa fala num máximo de 150 mil pessoas só na capital inglesa.

AFP/Getty Images

Milhares de pessoas participaram este sábado em Londres numa marcha anti-austeridade, no primeiro grande protesto público desde que o primeiro-ministro David Cameron, do partido Conservador, venceu as eleições. A adesão à manifestação foi grande, com o jornal britânico The Guardian a falar numa estimativa entre 70 mil e 150 mil pessoas na capital, mais outros milhares em Glasgow e outras manifestações em Liverpool e Bristol.

Políticos da oposição, dirigentes sindicais e figuras públicas, como a cantora Charlotte Church e o comediante Russell Brand, estiveram entre a multidão que marchou pelas ruas do ‘centro financeiro’ da capital inglesa. A manifestação “End Austerity Now” [Acabar a Austeridade Agora], referida pelos organizadores como a maior dos últimos anos, terminou à porta do Parlamento, enquanto decorre um protesto similar em Glasgow, na Escócia.

Os manifestantes, que foram munidos de cartazes, exigiam a suspensão e reversão dos cortes impostos pela anterior coligação governamental e outras medidas impostas pelo ministro das Finanças, George Osborne. “A Austeridade não funciona” e “Não aos cortes” eram algumas das frases que se podiam ler.

“É um protesto muito significativo, mas é só o começo”, disse John Rees, um dos membros da Assembleia Popular contra a Austeridade, responsável pela organização da marcha, acrescentando que “não ganhamos isto só com uma grande manifestação”.

O Partido Conservador de David Cameron obteve no início de maio uma vitória inesperada e esmagadora nas eleições legislativas britânicas alcançando a maioria absoluta e provocando a demissão de três dos principais dirigentes políticos do país.

Com 330 deputados eleitos, mais quatro dos que os necessários para a maioria absoluta no parlamento, o primeiro-ministro britânico afirmou estarem reunidas as condições para cumprir todas as promessas eleitorais, referindo nomeadamente a redução dos impostos, a criação de emprego, os apoios às famílias e o referendo sobre a permanência do país na União Europeia (UE).

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