Aviso: o que vai ler (e ver) é uma sátira aos preconceitos que as jogadoras de futebol sofrem. Quatro jogadoras norueguesas juntaram-se e construíram uma narrativa que espelha aquilo que ouvem e sentem por serem mulheres num desporto que ainda é dominado por homens. O jornalista de desporto Nickolay Ramm conversa com elas e participa no vídeo, que funciona como uma espécie de reportagem de desabafo das suas fragilidades.

Três das quatro jogadoras femininas protagonistas do vídeo jogam na seleção nacional do país. Uma deles diz: “eu costumo apanhar a bola com as mãos. De repente esqueço-me e depois… ‘Ah, isto é andebol'”. Cathrine Dekkerhus fala sobre o seu recorde pessoal de toques na bola, uma dos feitos ligados aos jogadores de futebol. “O meu recorde é 25 toques”, diz. De repente, na imagem ilustrativa da marca, Catherine aparece a pontapear um balão.

Trine Rønning revela que “às vezes” vê futebol feminino na televisão. “Tãooo aborrecido”, diz, com uma expressão entediada. Cathrine Dekkerhus, que é considerada a “jogadora mais sensual da Noruega”, faz referência ao preconceito de que todas as jogadoras são homossexuais e diz que teve de sair da equipa anterior porque todas as jogadoras se apaixonaram por si. “Eu comecei a ficar em pânico com isso e tive de sair de lá. Era só lésbicas”, conta.

E a ironia continua: o jornalista conta que as jogadoras chegaram mesmo a endereçar uma série de pedidos à FIFA, que incluíam “uma bola mais leve e mais pequena”, atirar a bola à baliza com a mão em vez de ter de ser com o pé e pedir alguns gadgets para as guarda-redes conseguirem defender melhor as bolas. “Nós sentimo-nos como formigas”, concluem.