O casal José e Bárbara Vieira concebeu o projeto em 2013 e, nos últimos meses, a “Quinta dos Patudos” tem feito algumas atividades mensais de divulgação e consolidação do projeto. “O nosso objetivo é que cada pessoa venha cá com o seu cão brincar, brincam os dois, e, nesse aspeto, é completamente diferente até porque esses parques [citadinos] não têm sequer o tipo de equipamento” adequado às atividades desportivas caninas e, em alguns casos, têm lacunas de segurança, explicou Bárbara Vieira.

Localizado entre Albufeira e São Bartolomeu de Messines num terreno com 4.200 m2, o parque, que será inaugurado entre setembro e outubro deste ano, conta com uma pequena mata mediterrânica e com um pré-ringue vedado com vários equipamentos de exercício canino.

Os equipamentos disponíveis – como túneis, passadeiras ou obstáculos – e o ringue maior, ainda por construir, visam trabalhar a vertente da socialização, a destreza, a confiança, obediência e o equilíbrio dos cães, áreas de trabalho fundamentais para o equilíbrio comportamental destes animais.

José Vieira explicou à Lusa que, em Portugal, não conhece nenhum espaço com as mesmas características da “Quinta dos Patudos” e que a ideia surgiu da necessidade que o casal sentia de encontrar espaços adequados para exercitar os seus cães.

“Ou há escolas que são privadas e têm um modelo de funcionamento diferente ou há parques caninos tradicionais que são aqueles locais no centro das cidades onde a pessoa vai com os cães mas onde não há equipamentos”, observou.

Nesta fase de arranque, o casal pretende ter a “Quinta dos Patudos” aberta aos fins de semana, com marcações prévias e disponibilizar o espaço para iniciativas de associações de defesa animal, ‘workshops’ sobre comportamento e treino canino, festas de aniversário caninas, feiras de adoção de animais, encontros de raças e ‘cãominhadas’.

A afluência de participantes nas atividades da quinta é, até ao momento, positiva, segundo José Vieira, que explicou que normalmente quem frequenta uma vez, passa a ser frequentador regular e costuma trazer novos utilizadores.

José e Bárbara Vieira querem que a quinta seja um projeto sem fins lucrativos, mantido através de trabalho voluntário e de valores pagos pelos utilizadores. Parte do investimento tem resultado de iniciativas de angariação de fundos, através do sistema ‘crowdfunding’ (financiamento colaborativo), mas também de um prémio arrecadado através da iniciativa “Todos queremos um bairro melhor” da comunidade EDP.

José Vieira disse ainda que pretendem lançar numa nova angariação de fundos com vista à aquisição de um contentor marítimo que vai servir de apoio e área de armazenamento.