O “Solar Impulse 2″, avião movido a energia solar, partiu esta segunda-feira do Japão em direção ao Havai. Esta é a fase mais perigosa da viagem que o suíço André Borschberg realiza à volta do mundo.

Abastecido exclusivamente por energia solar, o “Solar Impulse 2” deverá levar cerca de 120 horas no novo percurso, ou seja, cinco dias e cinco noites a atravessar o Oceano Pacífico. De acordo com a página oficial de Twitter de André Borschberg, o piloto suíço de 62 anos já passou o ponto de não retorno, o que significa que já não pode voltar para trás.

O “Solar Impulse 2″ nunca voou sobre um oceano e apenas se manteve a voar no máximo 24 horas, pelo que esta travessia do Pacífico é um desafio tecnológico e um feito histórico na aviação. São cerca de oito mil quilómetros de viagem. O objetivo do piloto é mostrar que “o futuro pode ser mais limpo”, ou seja, se o mundo apostar nas energias renováveis.

Em maio, André Borschberg deveria ter descolado da China em direção ao Havai, mas devido ao mau tempo a viagem foi suspensa no último momento. A equipa esperou dois meses até ter a certeza que as condições meteorológicas eram as ideais para a viagem. Em caso de falha grave no voo, o suíço terá de se ejetar de paraquedas no oceano.

A viagem do piloto, onde se incluem os breves momentos em que tenta dormir, as variações de temperatura e os pensamentos que vai tendo na cabine não pressurizada, pode ser seguida na página oficial de Twitter.