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Sushi Fest: Público revoltado quer reembolso do dinheiro

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Há pessoas que pagaram 60 euros para entrar no festival, mas que não conseguiram comer nada, ou quase nada. A organização já lamentou o sucedido, mas não avança se vai avançar com ressarcimentos.

©Fernando Costa / Divulgação

Autores
  • Sara Otto Coelho
  • Agência Lusa

Várias pessoas reclamam, desde quinta-feira à noite, a devolução do valor dos bilhetes que pagaram para o primeiro festival de sushi em Oeiras, alegando expectativas defraudadas com a organização do evento, que prometia qualidade e comida à discrição.

José Pedro Sousa relatou esta sexta-feira à agência Lusa que chegou com os amigos às 20:30 de quinta-feira, primeiro dia do Sushi Fest, que decorre até sábado em Oeiras, e saiu depois das 23:00, após fazer a reclamação e praticamente sem comer.

“Prometiam sushi à discrição, mas nem conseguimos comer a base, apenas um prato combinado”, contou à agência Lusa, lamentando não ter conseguido chegar à fala com alguém da organização: “Apareceu apenas uma pessoa que se identificou como amigo da organização. Ficou com os nossos contactos, mas sem qualquer compromisso”.

Quando conseguiu aceder ao livro de reclamações do Sushi Fest, José Pedro formalizou os motivos do protesto e pediu o reembolso dos bilhetes, à semelhança de muitas outras pessoas, explicando que neste festival, que prometia música e sushi à descrição, houve muita gente que nem provou as iguarias da cozinha japonesa, havendo enormes filas para comer, sem o serviço dar resposta.

“Quando fomos reclamar, havia dezenas de pessoas à espera para fazer o mesmo, outras acabaram por desistir e foram embora”, contou, sublinhando que o preço do bilhete para um dia era de 60 euros, havendo ingressos mais caros (VIP).

A organização, a cargo da CoolWorld, prometia o primeiro festival de sushi da Europa, “trendy, inovador e exclusivo”, com atrações musicais nacionais. Daniel Rente, responsável pelas cartas dos espaços do grupo SushiCafé, é o head chef do festival e o casal Paulo Morais e Anna Lins, autores do livro Sushi em Casa, auxiliam-no na posição de sushi advisors.

“Não estavam minimamente preparados para servir sushi para aquela quantidade de pessoas”, lamentou José Pedro, indicando que estariam 2.000 a 3.000 pessoas no recinto do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras.

Na página de Facebook do evento, as críticas são muitas, desde falhas na organização à qualidade e quantidade da comida, aos tempos de espera. Caetano Calçada foi uma das pessoas que decidiu abandonar o recinto, onde diz que correu “tudo mal”, como relatou à Lusa.

Não se comeu sushi, consegui um pratinho. Houve pessoas que esperaram duas e três horas e zero”, declarou, explicando que esperou uma hora para formalizar a reclamação, numa fila de pessoas igualmente descontentes e a quem terá sido dito que não havia “dinheiro em caixa” para devoluções.

À redação da Lusa chegaram também queixas de pessoas que afirmaram não ter conseguido ter acesso ao livro de reclamações, como foi o caso de Miguel Santos, que pediu igualmente o reembolso. “Estive na quinta-feira no Sushi Fest e foi um fenómeno ridículo e absurdo, um roubo às pessoas, estive lá mais de três horas e não consegui comer nada“, contou.

Entretanto, a organização colocou uma mensagem na página oficial de Facebook, onde os protestos se amontoam:

A organização do Sushi Fest lamenta os atrasos que ocorreram a noite passada e que originaram maior tempo de espera durante o jantar. Por se tratar do primeiro festival de sushi com exigentes medidas de segurança alimentar e do primeiro dia de evento, o Sushi Fest foi alvo de uma rigorosa fiscalização tendo demonstrado cumprir todas as normas de controlo alimentar. Foram já efetuados todos os ajustes necessários para que a situação seja regularizada e para que nos próximos dois dias a experiência esteja ao nível das expectativas de todos os que nos visitarem”.

A mensagem não fala de ressarcimentos. Contactada pelo Observador, a organização adianta que todas as pessoas que reclamaram no local “estão a ser contactadas diretamente, uma a uma”.

Questionada sobre que ajustes foram feitos para que os problemas não se repitam, a organização não quis tecer comentários.

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