Quando é preciso levantar o ego do país e se elencam os diversos itens em que é reconhecida a excelência nacional, há duas categorias que nunca falham: a qualidade do peixe — e do sushi que dele se cria — e o sucesso dos festivais de música que por cá se vão fazendo.

Assim, não será difícil chegar à conclusão que juntar esses dois fenómenos num evento só é capaz de não ser má ideia. O recém-anunciado Sushi Fest, que ocorrerá dias 2,3 e 4 de julho nos Jardins e Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, poderá comprová-lo.

O evento, organizado pela CoolWorld, classifica-se, em comunicado, de “trendy, inovador e exclusivo” e junta três dos melhores chefs portugueses da especialidade com um número igual de atrações musicais nacionais.

O que se come?

A parte gastronómica é, sem dúvida, a grande mais-valia do evento, já que os nomes associados garantem toda a qualidade no que ao sushi diz respeito. Daniel Rente, responsável pelas cartas dos espaços do grupo SushiCafé, será o head chef do festival e o casal Paulo Morais e Anna Lins, do saudoso Umai, responsáveis pela Everything About Sushi, e autores de Sushi em Casa, o único livro da especialidade alguma vez feito em Portugal, estarão a auxiliá-lo, na posição de sushi advisors.

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Daniel Rente, o head chef do evento.

Os três chefs prepararão o buffet volante à discrição incluído no bilhete normal (45€/dia até 31 de maio, 60€ depois dessa data).  Após a entrada no recinto, os visitantes recebem um primeiro combinado de sushi e sashimi, tendo a possibilidade de, entre as 20h30 e as 23h00, repetir a graça sempre que quiserem nos diversos pontos de entrega de comida. Segundo a organização, o festival terá “o ambiente de um restaurante de sushi em grande escala”. Mais parecido ainda com um restaurante será o espaço VIP, onde o jantar, com direito a menu especial, será confecionado na hora pelos chefs. Para os VIP (75€/dia até 31 de maio, 90€ depois dessa data) haverá cerveja, vinho, água e refrigerantes à discrição para acompanhar. Já o bilhete normal dá direito a uma cerveja e um chá.

O que se ouve?

No primeiro dia do festival, 2 de julho, sobem ao palco os Amor Electro, a banda liderada por Marisa Liz que tem por último registo editado o álbum (R)EVOLUÇÃO, lançado no final de 2013. No dia seguinte, os 30 anos de carreira de Paulo Gonzo serão celebrados com um concerto onde não faltarão, por certo, clássicos como “Jardins Proibidos”, “Sei-te de Cor” ou o intemporal “Dei-te Quase Tudo”. A 4 de julho será a vez de Ana Moura, uma das mais internacionais fadistas portuguesas — acarinhada por gente importante como Prince ou The Rolling Stones — encerrar o festival.

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A fadista Ana Moura encerra o festival.

O que se vê?

Além da comida e da música, o Sushi Fest terá ainda uma área denominada Espaço Japão, onde se poderá aprender a fazer origami ikebana (arranjos florais nipónicos), provar e comprar diversos chás, apreciar exposições de bonsais e de outros fenómenos culturais japoneses e, não menos importante, assistir a demonstrações de sabre japonês. Será a cereja no topo do bolo ou, se preferir, e já que o assunto é sushi, a ova no topo do rolo.