A empresa pública que gere os ativos do antigo Banco Português de Negócios (BPN) chegou a acordo para vender o Banco Efisa, à Pivot, uma entidade que é detida por investidores portugueses e estrangeiros. O comunicado emitido esta sexta-feira pela Parparticipadas, empresa detida pela Parvalorem que é acionista do Efisa, não identifica contudo o valor da venda. A transação ainda não está fechada, aguarda autorizações e pareceres do Ministério das Finanças e do entidades de supervisão.

Mas antes de ser concretizado o negócio, quer a Parparticipadas, quer o Efisa, receberam aumentos de capital por parte da empresa pública que gere o património do ex-BPN. Há uma semana, a Parparticipadas anunciou um aumento de capital de 52,5 milhões de euros, a realizar em quatro fases, dos quais as primeiras duas tranches, no montante de 27,5 milhões de euros, foram já concretizadas. A parte mais substancial destas injeções de fundos foi canalizada para o Efisa, o banco de investimentos do antigo BPN, que está em processo de venda.

Já em 2014, o Efisa recebeu prestações de 37,5 milhões de euros. E este ano, o capital do banco foi reforçado em mais 15 milhões de euros e é provável que ainda antes de ficar fechada a alienação, o banco venha a receber mais fundos.

Fonte oficial da Parvalorem esclarece que as injeções de capital se destinaram a cumprir os rácios legais e financeiros em instituições que careciam desse facto, e particularmente também no Banco Efisa, cujos rácios legais têm de ser cumpridos por razões de supervisão. Não foi possível para já, apurar a dimensão total dos aumentos do capital realizados no banco ainda pelo acionista público. .

De acordo com informação avançada pela imprensa, o grupo vencedor terá feito uma proposta de 38 milhões de euros pelo Efisa. Por trás da Pivot está a Aethel, uma sociedade no Reino Unido que terá investidores angolanos, de acordo com o Jornal de Negócios.

O Banco Efisa é o principal ativo da Parpartipadas, mas não será a única sociedade que terá beneficiado de injeções de capital. Em carteira estão ainda o BPN Crédito Brasil e a Imofundos

Os ativos de má qualidade do BPN ficaram no Estado que criou três sociedades para os gerir. A Parvalorem é detentora dos créditos em incumprimento ou de maior risco, a Parups é a empresa que gere o património imobiliário e a Parparticipadas detém as sociedades do BPN que ficaram no Estado depois de o banco ter sido vendido ao BIC Portugal em 2012. Desde então foram vendidas outras sociedades, como o BPN Crédito, BPN Gestão de Ativos, BPN Brasil e Real Vida Seguros.