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A menina de 5 anos que tinha um pedido para fazer ao Papa

Este artigo tem mais de 5 anos

Sophie Cruz, de apenas 5 anos, conseguiu aproximar-se do Papa e entregou-lhe uma carta, onde pede que os pais não sejam deportados dos EUA e que o país altere as suas leis de imigração.

Sophie Cruz escreveu ao Papa "Acredito que tenho o direito de viver com os meus pais"
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Sophie Cruz escreveu ao Papa "Acredito que tenho o direito de viver com os meus pais"

Yatziri Zepeda / Twitter

Sophie Cruz escreveu ao Papa "Acredito que tenho o direito de viver com os meus pais"

Yatziri Zepeda / Twitter

Sophie Cruz tem apenas cinco anos e já se tornou conhecida de quase todo o mundo. A razão foi ter-se aproximado do Papa, na visita que este está a fazer aos Estados Unidos, e lhe ter entregue uma carta com um pedido especial: que se alterem as leis de imigração no país, para que os seus pais (dois imigrantes ilegais mexicanos) não sejam deportados.

O episódio aconteceu esta quarta-feira, quando decorria uma parada no parque “The Ellipse”, que se situa no exterior da Casa Branca. Depois de ter sido travada pela segurança quando tentava chegar ao Papa, Sophie Cruz conseguiu à segunda tentativa aproximar-se do Papa Francisco. Este fez-lhe sinal para se aproximar do Papamobile, um pedido ao qual os seguranças acederam.

O Papa recebeu-a com um beijo na bochecha, tendo ficado com um envelope que a criança lhe entregou. O envelope continha uma carta sobre a imigração e a frase “Eu e os meus amigos amamo-nos independentemente da nossa cor de pele”.

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Na carta de Sophie Cruz, esta dirige-se desta forma ao Papa: “Papa Francisco, gostava de lhe dizer que o meu coração está triste e que gostaria que falasse com o presidente e com o Congresso para legalizarem os meus pais, porque todos os dias receio que um dia os levem para longe de mim. Acredito que tenho o direito de viver com os meus pais. Tenho o direito de ser feliz”.

Sophie Cruz acrescenta: “Todos os imigrantes como o meu pai merecem este país. Merecem viver com dignidade. Merecem viver com respeito. Merecem uma reforma da imigração” e pede ainda ao Papa Francisco “Não se esqueca das crianças e de todos os que sofrem porque não têm pais. E não os têm devido a quê? À violência ou à fome.”

Sophie Cruz e a sua irmã são já cidadãs norte-americanas, mas os seus pais permanecem ilegais. O seu pai, Raul Cruz, afirmou ao Washington Post que “Os pais das crianças nascidas nos Estados Unidos vivem em completa incerteza” e que Sophie vive esta situação diariamente. “[Ela] vê a família separar-se e dizemos-lhe sempre a verdade quando nos pergunta porquê”.

Sophie Cruz esteve esta semana com o político democrata Xavier Becerra, um dos membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo estado da Califórnia, que partilhou o momento na sua conta pessoal no Twitter.

A aproximação de Sophie Cruz ao Papa foi planeada atempadamente. A menina foi escolhida pelo grupo “A Irmandade“, de Los Angeles, que tem como objetivo “a integração plena dos imigrantes e das suas famílias na vida dos Estados Unidos”. O diretor da organização escolheu Sophie, com o consentimento do seu pai, depois do Papa Francisco ter acedido a um pedido similar feito em Roma, por outra criança.

O Papa Francisco chegou aos Estados Unidos esta terça-feira, no âmbito de uma visita que durará seis dias. Em solo americano, o Papa chamou a atenção para o facto do país ter sido construído por imigrantes: “Enquanto filho de uma família de imigrantes, estou feliz por ser um convidado neste país, que foi maioritariamente construído por famílias como essas”, afirmou o Papa esta quarta-feira.

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