Cerca de 40.000 pessoas manifestaram-se hoje em Chisinau, na Moldávia, exigindo eleições antecipadas, noticiou a AFP, que afirma que o país se afunda há um ano numa crise política.

“O povo está connosco, não apoia os oligarcas e as autoridades criminosas”, disse um dos dirigentes da oposição, Andreï Nastase, falando à multidão que se juntou, apesar do frio glaciar.

Tanto forças de Esquerda como de Direita, e também pró-europeias e pró-russas, integraram as manifestação, em que os participantes expressaram a sua cólera contra a corrupção e a influência do oligarca Vlad Plahotniuc, que segundo os manifestantes manobra o Governo.

Uma outra manifestação de apoio à autoridades esteve prevista, mas foi cancelada à última hora, temendo os organizadores confrontos entre os dois lados.

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A República da Moldávia, ex-República Socialista Soviética, situa-se entre a Roménia e a Ucrânia, conta 3,5 milhões de habitantes e atravessa um crise política desde a descoberta, em abril do ano passado, de uma gigantesca fraude financeira, o “desaparecimento” do sistema bancário de cerca de mil milhões de dólares (915 milhões de euros), cerca de 15% do Produto Interno Bruto moldavo.

Este escândalo desencadeou as primeiras grandes manifestações, tendo em outubro sido detido o ex-primeiro-ministro Vlad Filat, suspeito de ter desviado o dinheiro.